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Chuva não resolve seca no Sul, diz meteorologista

Uma tempestade é esperada no RS nesta quinta; estiagem atinge um milhão de pessoas no estado. Em Santa Catarina, 73 municípios já decretaram emergência

Por Bruno Huberman - 12 jan 2012, 11h51

Deve finalmente chover forte no Rio Grande do Sul nesta quinta-feira, porém o meteorologista da Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro), Glauco Freitas, afirma que as precipitações não resolvem todos os problemas provocados pela estiagem no estado. “A chuva é bem-vinda, mas não vai solucionar a seca”, diz Freitas.

“Se acontecer uma tempestade de 40 milímetros em meia hora, isso ajudará os reservatório de água, mas não as lavouras”, afirma meteorologista. “Mas se for uma chuva constante ao longo do dia, isso ajudará os reservatórios e as lavouras.” A estiagem, explica Freitas, deve acabar apenas entre fevereiro e março, quando começa o período chuvoso.

Segundo o meteorologista, deve chover de 30 a 70 milímetros na Região Central do Rio Grande do Sul, a mais castigada pela seca, até o dia 18 de janeiro. Para esta quinta, é esperada chuva em todo o estado. No Norte, a precipitação deve passar dos 100 milímetros e no Oeste podem acontecer rajadas de vento de 70 quilômetros por hora e chuvas de granizo. No Sul, próximo à fronteira com o Uruguai, deve chover menos, em torno de 15 milímetros.

No começo da semana, o governo do Rio Grande do Sul decretou situação de emergência coletiva em todo o estado. Boletim da Defesa Civil gaúcha divulgado na noite de quarta registra 188 cidades em situação de emergência e mais de um milhão de pessoas afetadas. As perdas com as safras de milho, soja e feijão são estimadas em 877 milhões de reais.

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Santa Catarina – A Defesa Civil de Santa Catarina registra 73 municípios em situação de emergência por causa da estiagem, segundo balanço divulgado nesta quinta. De acordo com o levantamento, 457.339 pessoas já foram afetadas pela seca. A Secretaria de Agricultura e Pesca estima em 400 milhões de reais o prejuízo das atividades agropecuárias no estado.

Seca – A estiagem é provocada pela interrupção do canal de umidade vindo da Amazônia – que ficou parado na Região Sudeste e gerou as fortes chuvas na região – e pelo fenômeno La Niña, que esfria a água no Oceano Pacífico, diminuindo a evaporação da água e aumentando a seca.

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