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Cesar Maia e Anthony Garotinho perdem influência na capital

Ex-prefeito, eleito com om 44.000 votos, não consegue ajudar o partido e fica abaixo do que esperava. PR de Garotinho só conquistou duas cadeiras. Juntos, eles assinaram a candidatura que foi a decepção do pleito no Rio: Rodrigo Maia ficou abaixo de 2%

Por Da Redação - 8 out 2012, 07h53

O resultado das urnas no Rio de Janeiro espelha, além do grau de aprovação do prefeito Eduardo Paes e da força do PMDB na capital, a perda de influência de alguns caciques da política fluminense. O ex-prefeito Cesar Maia, do DEM, e o ex-governador Anthony Garotinho, do PR, assinaram juntos a candidatura que encerra a campanha como a grande decepção dos oposicionistas: a chapa que uniu Rodrigo Maia e Clarissa Garotinho encolheu entre o lançamento oficial e o primeiro turno, terminando com apenas 2,94% dos votos, depois de ter iniciado a disputa perto dos 7% das intenções de voto.

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O futuro da parceria DEM-PR é incerto. Foi o pragmatismo de Maia e Garotinho que lançou, a fórceps, a estranha coligação – os dois são inimigos históricos e já trocaram golpes duros no passado recente da política fluminense. Mas Rodrigo e Clarissa também embarcaram em um balão de ensaio para 2014 – que, como se vê, não conseguiu quebrar a resistência de parte a parte. Afinal, como explicar a união esdrúxula aos militantes aguerridos dos Garotinho e aos seguidores de Cesar Maia?

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A salvação da lavoura para o PR foi a reeleição de Rosinha Garotinho, em Campos dos Goytacazes. Apesar da votação, os problemas com a Justiça Eleitoral ainda tornam incerta a posse da ex-governadora.

Cesar Maia, pela definição dele próprio, “está vivo” – mas não mais que isso. A projeção do prefeito, no início da campanha, em entrevista ao site de VEJA, era a seguinte: se obtivesse 30.000 votos, estaria “com uma boa aposentadoria”; com 40.000, estaria vivo; com mais de 65 mil, seria um interlocutor decisivo no Rio para 2014. Os 44.095 votos que obteve não foram suficientes para puxar outros candidatos pela legenda do DEM. Deram a Cesar o terceiro lugar e uma cadeira de onde promete fiscalizar de perto o prefeito Eduardo Paes. Internamente, o DEM tinha esperanças bem maiores para Cesar: o ‘chute’ era de 100.000 votos, puxando pelo menos dois vereadores pela legenda.

PR e DEM não foram bem na eleição proporcional. Além de Cesar Maia, o DEM só fez outros dois vereadores. O PR fez dois. A coligação do PMDB conseguiu 15 cadeiras, enquanto o PSOL de Marcelo Freixo conseguiu eleger quatro parlamentares.

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