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Centenas de pessoas foram ao velório de humorista

Por Daniela Amorim

Rio de Janeiro – Centenas de pessoas estiveram neste sábado no Theatro Municipal do Rio de Janeiro para acompanhar o velório do humorista Chico Anysio, morto na sexta-feira, aos 80 anos. O corpo chegou ao teatro por volta das 6h30. Em seguida, vieram os filhos Nizo Netto e Bruno Mazzeo, mas não quiseram dar entrevistas.

Coube à sobrinha, a diretora Cininha de Paula, falar pela família: “Uma vez me perguntaram o que é ser sobrinha do Chico. É um privilégio de poucos”, disse. A viúva do humorista, Maga Di Paula, estava muito abalada. Às seis horas, ela havia postado em sua conta no Twitter: “a dor é dilacerante”.

Pela manhã, o velório ficou restrito a amigos e parentes. Somente depois da chegada da ex-mulher Zélia Cardoso de Mello, que vive em Nova York com dois filhos de Chico, a cerimônia seria aberta para o público. Isso estava previsto para ocorrer às 14 horas. O corpo do humorista será cremado domingo, no Cemitério São Francisco Xavier.

Do lado de fora do teatro, centenas de fãs e curiosos aglomeravam-se em torno de famosos. A Rede Globo contratou seguranças, que tentavam conter a aproximação dos fãs e da imprensa. Coroas de flores em homenagem a Chico enfeitavam as escadarias do Theatro Municipal. Foram enviadas por autoridades como a presidente Dilma Rousseff, o governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes, e amigos, como o diretor Daniel Filho, e o ex-jogador Roberto Dinamite, presidente do Vasco da Gama, time pelo qual Chico torcia.

Entre os artistas presentes ao velório, estavam “ex-alunos” da Escolinha do Professor Raimundo David Pinheiro, que interpretava o Armando Volta, que chamava o professor de “Somebodylove”, Iran Lima, o Cândido Manso, e Claudia Mauro, que fazia a Dona Capitu, a aluna preferida. “Foi meu mestre, meu amigo querido. Uma das pessoas mais incríveis e mais generosas que eu conheci na minha vida”, disse Claudia, emocionada.

Marcos Veras, colega de Chico no Zorra Total, contou que o humorista vinha gravando no Projac, mesmo em cadeiras de rodas. “Durante a gravação, ninguém percebia a fragilidade do estado de saúde dele. Ele só gravou uma vez em casa. Isso demonstra o profissionalismo dele e a paixão pelo trabalho. Toda família de artistas vai continuar o legado dele. A despedida é sempre muito triste. Você está perdendo além do homem maravilhoso, um grande artista”, afirmou. Também estiveram presente os atores Hélio de la Peña, Lucinha Lins, Marília Pêra, Glória Pires, Antonio Grassi, Leandro Hassum, os diretores Daniel Filho, Maurício Sherman e Boninho, entre outros.