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Cena lembra menina queimada por Napalm no Vietnã

Por Da Redação - 8 jan 2014, 20h22

Imagens tão chocantes quanto as dos bandidos queimando uma menina de seis anos no Maranhão o mundo só havia visto em tempos de guerra, como a do Vietnã, onde bombas de napalm jogadas pelos americanos e seus aliados sul-vietnamitas produziram queimaduras em civis. O general William Westmoreland, comandante das tropas americanas no Vietnã, ficou tristemente famoso por explicar a resiliência das tropas inimigas com a frase: “Os orientais não dão o mesmo valor à vida que os ocidentais”.

Cenas como as produzidas no Maranhão, cenas em que bandidos queimam inocentes, estão amortecendo nossa sensibilidade e corroendo a consciência de nação civilizada no Brasil. Essa é uma realidade assustadora. Os bandidos perderam qualquer noção de valor à vida humana. A exposição das barbaridades no Vietnã pela imprensa e pela televisão incentivou a criação de um movimento pacifista que apressou o fim da guerra no sudeste asiático. Os americanos perderam a guerra primeiro para a opinião pública no front doméstico.

É vital que a opinião pública brasileira, ao mesmo tempo em que é vítima, obrigue as autoridades a vencerem a guerra que os bandidos decretaram contra os brasileiros. Que a cena bárbara da menina de seis anos em choque, paralisada, enquanto as chamas acesas pelos bandidos a consomem, tenha sobre a opinião pública brasileira o mesmo efeito que tiveram sobre os americanos nos Estados Unidos as imagens de crianças queimadas por napalm: Basta!. Não dá mais para fingir que o Brasil vive tempos de paz.

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