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Caso Marielle: Polícia prende mulher e cunhado de suspeito de crime

Alvos da operação são ligados ao policial reformado Ronnie Lessa, acusado de participar dos homicídios, que já está preso preventivamente

Por Agência Brasil - Atualizado em 3 Oct 2019, 08h24 - Publicado em 3 Oct 2019, 07h02

A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem, na manhã desta quinta-feira 3, cinco mandados de prisão em um desdobramento das investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em março do ano passado. Os alvos da operação são pessoas ligadas ao policial reformado Ronnie Lessa, acusado de participar dos homicídios. Ronnie, que já está preso preventivamente, também é alvo de uma das ordens de prisão.

Foram detidos a mulher do policial, Elaine Lessa, o cunhado dele, Bruno Figueiredo, Márcio Montavano e Josinaldo Freitas. Eles são acusados de obstrução de Justiça, porte de arma e associação criminosa. Segundo a Polícia Civil, o grupo teria ocultado armas usadas pelo grupo de Ronnie, entre elas a submetralhadora HK MP5, que teria sido usada para matar Marielle e Anderson.

De acordo com as investigações da Delegacia de Homicídios (DH) da capital, em março deste ano, dois dias depois das prisões de Ronnie e do ex-policial Élcio de Queiroz, outro acusado de matar Marielle e Anderson, o grupo teria jogado as armas no mar. Sob o comando de Elaine Lessa, conforme a polícia, o armamento foi descartado próximo às ilhas Tijucas, na altura da Barra da Tijuca.

Para a DH, Montavano tirou uma caixa com armas de um apartamento no bairro da Pechincha, na zona oeste do Rio, levou-a até Freitas, que havia contratado o serviço de um taxista para transportá-la até o Quebra-Mar, de onde saiu o barco que levou o material até o oceano.

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Já Bruno Figueiredo é acusado de ajudar Montavano na execução do plano. Com o auxílio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e da Marinha, foram realizadas buscas no local, mas nada foi encontrado. A profundidade e as águas muito turvas dificultaram o trabalho, segundo a Polícia Civil.

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