Caso Henry: o que levou Jairinho a voltar atrás em manobra para adiar julgamento
Ministério Público pediu a transferência do réu de Bangu 8 para presídio de segurança máxima após o réu destituir defesa
Padrasto do menino Henry Borel, morto em 2021, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, tentou nesta segunda-feira, 25, mais uma manobra para adiar o julgamento do caso no II Tribunal do Júri do Rio. Acusado de homicídio qualificado, ele desconstituiu sua defesa, mas depois voltou atrás na estratégia. Na frente da juíza Elizabeth Machado Louro, Jairinho chegou a afirmar que não tinha condições de ser julgado porque seu principal advogado, Fabiano Lopes, infartou no sábado. Em seguida, o Ministério Público pediu à magistrada que, não havendo sessão, Jairinho fosse transferido de Bangu 8 – onde possui mais conforto e facilidades – para Bangu 1, presídio de segurança máxima.
No meio do discurso da juíza, Jairinho quis conversar com os advogados que o acompanham. Em seguida, constituiu novamente sua defesa, que agora inclui o filho Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, recém-formado em direito. Logo no começo do julgamento, a fala do réu com pedido de adiamento contrariou a magistrada. “As inúmeras tentativas de protelar o julgamento deste processo fazem não só desta julgadora, mas de todos os demais envolvidos no processo reféns dele. E, mais grave, por iniciativa de uma só das partes”, declarou a magistrada, antes de Jairinho desistir da manobra. Ela continuou dizendo que toda a sociedade, ansiosa por um desfecho, também é “refém”.
O promotor Fábio Vieira havia defendido a transferência do acusdo para Bangu 1, “casa de cautela que mais se aproxima de cumprimento de pena”, e o julgamento de Monique Medeiros, mãe de Henry, caso a defesa dela pedisse de novo relaxamento de prisão. Monique responde por homicídio qualificado e omissão.
O julgamento dela e de Jairinho foi retomado no início da tarde e deve durar de cinco a sete dias. O júri é composto por cinco homens e duas mulheres. Além dos réus, 26 testemunhas serão ouvidas. Para este primeiro dia, são esperados dois delegados, um médico legista e um perito.







