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Caso Balogun: interferência de Trump junto à Fifa gera 78,4% de menções negativas nas redes

Levantamento da Ativaweb DataLab analisou mais de 50 milhões de publicações sobre o episódio

Por Rayssa Motta Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 7 jul 2026, 12h11
Caso Balogun: interferência de Trump junto à Fifa gera 78,4% de menções negativas nas redes Priorizar nos meus resultados Google

A reversão da suspensão do atacante americano Folarin Balogun na Copa do Mundo, após intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, junto à Fifa, gerou uma onda de reações negativas nas redes sociais. Levantamento da Ativaweb DataLab analisou mais de 50 milhões de menções ao episódio e concluiu que 78,4% das publicações são críticas.

O artilheiro da seleção americana recebeu cartão vermelho na partida contra Bósnia, no dia 1º de julho, após revisão do VAR conduzida pelo árbitro brasileiro Raphael Claus. Pelas regras da competição, o jogador cumpriria suspensão automática na partida seguinte, contra a Bélgica. A punição foi suspensa depois que Trump ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para pedir uma “revisão” do cartão. O presidente dos Estados Unidos também chamou o árbitro brasileiro de “suspeito”.

As críticas foram direcionadas tanto a Trump, pela interferência política, quanto à Fifa, por suposta falta de imparcialidade. Em nota, a federação afirmou que o comitê disciplinar é independente e apenas suspendeu “as sanções disciplinares adicionais a serem impostas em razão do cartão vermelho”.

A análise qualitativa identificou uma mudança significativa nas narrativas. Nas primeiras horas, a discussão girava em torno da expulsão de Balogun. Pouco depois, o foco passou a ser a credibilidade da própria competição.

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Para Alek Maracajá, fundador da Ativaweb DataLab e professor da ESPM, a crise atinge sobretudo a confiança na Fifa. “Os dados mostram que o debate deixou de ser sobre um cartão vermelho e passou a questionar a credibilidade da Copa do Mundo e a independência das decisões da Fifa”, explica. “O regulamento pode explicar uma decisão, mas não é suficiente para recuperar a confiança quando a percepção pública é de quebra da imparcialidade”, completa.

O maior volume de publicações foi, proporcionalmente, de usuários dos Estados Unidos (11,6%). Os americanos trataram o episódio como uma vitória política, com forte narrativa patriótica nas redes, segundo o levantamento. Em todos os demais países, prevaleceu uma visão crítica sobre o comportamento de Trump e da Fifa, de acordo com a Ativaweb DataLab.

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Em segundo lugar, aparecem postagens da Bélgica, que contestaram o recuo da federação de futebol e alertaram para o precedente criado. Os comentários de usuários brasileiros aparecem em terceiro lugar, sobretudo em defesa do árbitro Raphael Claus. Outros países da Europa, como Reino Unido, Espanha, França, Suíça, Alemanha, Portugal e Itália, também repercutiram o caso, levantando sobretudo questionamentos sobre a autonomia da Fifa.

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