Clique e assine com 88% de desconto

Casal acusa concessionária de racismo no Rio de Janeiro

Funcionário teria destratado o filho dos clientes, um menino negro de 7 anos

Por Da Redação - 23 jan 2013, 17h42

Um casal acusa um funcionário da Autokraft, concessionária da BMW na Barra da Tijuca (zona sul do Rio), de racismo durante um atendimento realizado em 12 de janeiro. A professora Priscilla Celeste e o consultor Ronald Munk foram à loja com o filho de 7 anos, que é adotado e negro.

A criança ficou vendo TV enquanto os pais conversavam com o funcionário. Quando ela se aproximou dos pais, segundo o casal, o vendedor se dirigiu ao menino de forma grosseira: “Você não pode ficar aqui dentro. Aqui não é lugar para você. Saia da loja”. Em seguida, o vendedor se virou para o casal e disse: “Eles pedem dinheiro e incomodam os clientes”. Imediatamente, Priscilla pegou o filho pela mão e saiu da loja.

Ao perceber a situação, o funcionário tentou se explicar. Ronald contou a situação ao gerente da loja, que gaguejou e pediu desculpas, segundo o consultor. Embora o racismo seja considerado crime inafiançável, o caso não foi registrado na polícia porque o casal aguardava uma retratação da BMW.

Por e-mail, a concessionária classificou o episódio como “mal entendido” e pediu desculpas. O casal criou uma página na rede social Facebook, na internet, com o título “Preconceito racial não é mal entendido”, que até o início da noite desta quarta-feira já havia sido visitada por quase 18.000 pessoas.

Publicidade

(Com Estadão Conteúdo)

Publicidade