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Cartel: Cardozo – agora – diz que documentos são distintos

Ministro da Justiça rebate críticas do PSDB e afirma que cumpriu o seu papel ao pedir investigação de denúncia sobre corrupção no governo paulista

Por Gabriel Castro, de Brasília 28 nov 2013, 19h33

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, levou uma semana para admitir que tinha chegado às suas mãos uma denúncia envolvendo políticos do PSDB com o cartel nas licitações de trens e metrô em São Paulo. Agora, três dias depois de o PSDB acusar o deputado estadual licenciado Simão Pedro de ter adulterado documentos para atingir o partido, Cardozo saiu em socorro do colega petista. O ministro convocou uma entrevista, em Brasília, e afirmou que os papéis entregues a ele por Simão Pedro em português e inglês são distintos – e não, conforme dizem os tucanos, uma correspondência original e sua tradução, forjada para atingir o PSDB.

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Os tucanos acusam o deputado petista de alterar o documento para envolver integrantes do partido no cartel: a versão em português cita pagamentos de propina a “políticos do PSDB” e ao “pessoal do PSDB”, mas o texto em inglês não. A carta é atribuída ao ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer.

Cardozo afirmou que os dois textos têm vários pontos divergentes e seriam endereçados a pessoas diferentes. Por isso, argumentou, não podem ser tomados como se fossem o original e a tradução de um mesmo documento.

Ele também afirmou que, seja qual for a explicação para a diferença de versões, os outros documentos recebidos por ele e encaminhados à Polícia Federal incluem cópias de contratos, planilhas e listas com nomes de autoridades acusadas de envolvimento no esquema. O petista diz não saber se o material é verdadeiro, e que justamente por isso pediu a investigação da PF. “Como não mandar investigar um conjunto de documentos que tem histórico, tem planilhas e tem contratos? São verdadeiros? Não sei se são. Eu mandei investigar”, disse.

“Querem uma cortina de fumaça em relação aos fatos. Querem que a investigação, que é técnica, jurídica e policial, seja esquecida e substituída por palanques eleitorais”, disse Cardozo.

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O ministro também anunciou que vai processar quem tiver utilizado termos ofensivos para se dirigir a ele. Sem citar nomes, o petista lembrou ter sido chamado de “sonso” e “vigarista” por políticos tucanos.

Esta foi a segunda entrevista coletiva convocada por Cardozo para comentar o caso nos últimos três dias. Ao se expor, o petista tenta proteger o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que também investiga o cartel, Vinicius Carvalho. Carvalho é ex-assessor de Simão Pedro na Assembleia Legislativa de São Paulo.

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