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Carne Fraca: BC bloqueia R$ 2 milhões de 46 investigados

Contas bloqueadas tinham valores que iam de centavos a até mais de 500.000 reais

Por Da redação - Atualizado em 20 mar 2017, 12h54 - Publicado em 18 mar 2017, 21h09

O Banco Central bloqueou cerca de 2 milhões de reais de contas de 46 investigados na Operação Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira  pela Polícia Federal. A Justiça Federal determinou que o Banco Central fizesse o bloqueio de até 1 bilhão de reais de cada uma das contas.

As contas bloqueadas tinham valores que iam de centavos a até mais de 500.000 reais. O valor de bloqueio de 1 bilhão de reais era o teto estipulado pela Justiça, não significando a identificação desse valor durante as investigações.

A Operação desarticulou uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários que emitiam certifaicados sanitários sem fiscalização em troca de propina. Ao todo, cerca de 30 empresas fornecedoras de grandes frigoríficos estão sendo investigadas. Além disso, 33 fiscais federais também estão sob investigação.

Ainda segundo a PF, os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso “maquiavam” carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.

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Governo

Neste sábado, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, defendeu o sistema de inspeção agropecuária brasileiro e disse que a fiscalização é “forte, robusta e séria”. Segundo ele, o ministério está tomando todas as providências sobre as denúncias levantadas pela operação, mas não há motivos para a população ter receio de consumir carne.

“O que aconteceu foi desvio de alguns servidores, de algumas empresas, nós temos que discutir como foi que isso aconteceu. Mas eu posso garantir com toda tranquilidade: eu não deixarei de consumir e recomendo que você também não deixe porque não há risco nenhum”, afirmou. Em nota, a pasta afirma que o “Serviço de Inspeção Federal brasileiro é considerado um dos mais eficientes e rigorosos do mundo”.

(Com Agência Brasil)

 

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