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Cardozo rebate acusação de atuação política da PF

Por Vannildo Mendes

Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, rebateu nesta quarta-feira as acusações da oposição de que a Polícia Federal tem tido uma atuação seletiva para perseguir adversários e proteger aliados do governo. “Toda vez que a PF apura algo, os que querem defender o investigado sempre dizem que é ação orquestrada”, afirmou o ministro, assegurando que a atuação da Polícia Federal é “republicana, autônoma e independente de qualquer interferência política”.

“Já ouvir dizer, às vezes até de pessoas da base aliada, que a PF estaria atuando contra o governo e que o ministro da Justiça havia perdido o controle da PF. Mas será que a PF deve ter controle?”, indagou o ministro da Justiça. Ele alegou que esse tipo de atuação destinada a proteger amigos e perseguir inimigos era típica da idade média e não dos dias atuais. “Agora, é a oposição que acusa (de perseguição)”, disse.

Segundo o ministro, no fundo o que se critica é a atuação republicana da Polícia Federal. “Não há cores políticas nem ideológicas nas investigações. O que há é a apuração de fatos. Portanto, podem ficar absolutamente tranquilos: aqui não se persegue governador, deputado ou senador por ser do PSDB, do PT, da base governista ou da oposição. Aqui se apuram fatos”, garantiu.

Cardozo disse que a postura da PF tem se notabilizado por esse tipo de postura nos últimos tempos. “Acho a crítica totalmente descabida, talvez vinda de pessoas que querem fazer defesa política de uma investigação que não tem nada de política”, completou. Ele se referia às críticas feitas pelo governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, de que a PF age orquestradamente para prejudicá-lo.

O ministro da Justiça concedeu entrevista após a solenidade na qual deu posse aos novos titulares da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Juliana Pereira; e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinícius Marques de Carvalho. A Senacon foi criada em maio de 2012. O órgão coordena o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC), formado por Procons, Defensorias Públicas, Ministérios Públicos, entidades civis de defesa do consumidor e delegacias do consumidor. Já o Cade, autarquia ligada ao Ministério da Justiça, começou a funcionar com novas competências em 29 de maio, em virtude da Lei 12.529/11, que reformulou o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC).