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Carandiru: promotoria e defesa exibem vídeos aos jurados

Quarto dia começou com atraso porque um dos jurados precisou passar por avaliação médica; sessão será retomada na sexta-feira

O quarto dia do julgamento dos 26 policiais militares que respondem pela morte de quinze presos no massacre do antigo presídio do Carandiru, em 1992, chegou ao fim no início da noite desta quinta-feira após a exibição de dois vídeos para os jurados. Um deles, exibido pela defesa, mostrou reportagens da época do massacre. O outro, da acusação, era um documentário sobre a onda de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC) na capital paulista, em 2006.

A sessão desta quinta-feira foi mais curta. Inicialmente prevista para as 9h, ela só começou depois das 15h devido à ausência de um jurado que havia passado mal no dia anterior. Nesse período, o julgamento correu o risco de ter mais uma sessão suspensa ou até mesmo de ter o corpo de jurados dissolvido por ordem do juiz, caso o jurado não conseguisse voltar – a exemplo do que ocorreu na semana passada.

Os trabalhos só recomeçaram após um médico fazer uma avaliação e liberar o jurado, o que só aconteceu no início da tarde. Depois, a maior parte do dia foi tomada pela leitura do processo contra os réus. O interrogatório de quatro dos 26 PMs, que estava previsto para ocorrer ainda nesta quinta, foi novamente adiado. O julgamento vai ser retomado na manhã de sexta-feira. Desta vez, espera-se que os PMs sejam finalmente ouvidos.

Todos os réus eram membros da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, a Rota. No massacre do Carandiru, foram responsáveis por retomar o controle do primeiro andar do pavilhão nove da Casa de Detenção, onde morreram quinze presos após uma rebelião. Outros 53 PMs ainda respondem pelas 96 mortes que ocorreram nos outros andares do pavilhão – e devem ser julgados ainda neste ano.