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Cantareira cai a 8,9%, nível próximo ao pré-volume morto

Antes de iniciar o bombeamento do volume morto, o nível do manancial estava em 8,2%; SP já tem aval para começar a captar segunda cota da reserva

O nível do Sistema Cantareira, principal fonte de abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo, caiu para 8,9% da capacidade nesta terça-feira e retornou ao patamar registrado antes de iniciar a captação da primeira cota do chamado volume morto.

Quando a reserva emergencial começou a ser utilizada há exatos quatro meses, em 16 de maio deste ano, o nível estava em 8,2%. Isso significa que quase todos os 182,5 bilhões de litros adicionais que se somaram ao volume útil do manancial e se tornaram disponíveis aos consumidores com o aprofundamento do sistema de captação, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), foram consumidos e não houve reposição.

As chuvas neste período foram insuficientes para ao menos repor a água consumida. A Sabesp já se prepara para usar a segunda cota do volume morto – a autorização para essa captação já foi dada pela Agência Nacional de Águas (ANA). A Sabesp havia apresentado em julho ao DAEE e à Agência Nacional de Águas (ANA) a proposta para retirar mais 116 bilhões de litros do fundo das represas Jaguari-Jacareí, na região de Bragança Paulista, e Atibainha, em Nazaré Paulista. Um novo estudo, porém, mostrou dificuldades operacionais no plano e o volume pode ser reduzido para 105 bilhões de litros.

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O número de queixas de cortes no abastecimento de água na capital paulista não solucionados pela Sabesp bateu recorde em julho, segundo relatório da Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp). Foram 75 reclamações de falta d’�água prolongada na cidade registradas pelo órgão fiscalizador – maior índice desde 2013 e 134% superior a junho, que registrou 32 relatos.

Segundo pesquisa do Ibope realizada entre os dias 29 de agosto e o primeiro dia de setembro com 1.806 entrevistados, 50% dos moradores da cidade de São Paulo relataram ter sofrido interrupção no abastecimento de água em casa nos últimos três meses. Em todo o Estado – onde a Sabesp opera em 354 dos 645 municípios -, 38% dos entrevistados relataram ao menos um corte de água na torneira.

(Com Estadão Conteúdo)