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Campos promete isentar mais trabalhadores do IR

Em encontro com auditores fiscais, candidato prometeu não aumentar carga tributária e enviar reforma tributária ao Congresso caso seja eleito

Por Daniel Haidar, do Rio de Janeiro 5 ago 2014, 17h39

O candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, se comprometeu nesta terça-feira com mais uma medida que teria impacto nas já desgastadas contas públicas do governo federal. Em encontro com o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), no Rio de Janeiro, Campos disse que vai reavaliar a tabela do Imposto de Renda, elevando o piso de contribuição para pessoa física. “É inconcebível que quem ganhe 1.800 reais já pague imposto de renda e que os pobres paguem mais que os ricos”, afirmou.

Mesmo com reajuste anual de 4,5%, o sindicato calcula uma defasagem de 61,42% entre a tabela do IR e a inflação oficial, hoje de cerca de 6,5% – acumula alta de 46,70% de janeiro de 2007 ao mesmo mês deste ano. Se a proposta do Sindifisco fosse aplicada de uma única vez para reduzir essa diferença, só trabalhadores com salário mensal superior a 2.885,82 reais pagariam IR.

A proposta de cobrar menos impostos dificulta outras promessas do ex-governador de Pernambuco, como instituir passe livre para estudantes e elevar a poupança do governo. Só a passagem gratuita para estudantes exigiria um custo de 12 bilhões de reais, segundo estimativas divulgadas pela campanha. Campos também tem se comprometido a não elevar a carga tributária do país, que já corresponde a 37% do Produto Interno Bruto (PIB). “Serei o primeiro presidente da República que se compromete que não haverá aumento da carga tributária e apresentará uma rampa para redução da carga tributária no Brasil”, disse Campos aos fiscais.

Reforma tributária – Repetindo seu discurso da última semana durante sabatina promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o ex-governador disse que vai mandar uma proposta de reforma tributária ao Congresso na primeira semana de governo. Sem detalhar a reforma, ele alega não ter pressa. Sustenta que terá “quatro anos” para simplificar a cobrança de impostos e equilibrar as contas públicas. “Já governei um Estado. Dei conta de todos os compromissos que assumi. É uma questão de inverter prioridades. O Brasil agora socorre empresas do setor elétrico com bilhões de reais. Precisa socorrer a juventude brasileira, com ensino em tempo integral e passe livre”, afirmou. Leia também:

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