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Campos promete criar fundo para a segurança pública

Candidato do PSB à Presidência criticou a gestão de Dilma Rousseff e disse que é preciso garantir segurança no país também depois da Copa do Mundo

Por Talita Fernandes 8 ago 2014, 21h54

O candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, prometeu nesta sexta-feira criar um Fundo Nacional para Segurança Pública durante agenda de campanha em Araparica, em Alagoas. O ex-governador de Pernambuco aproveitou para dirigir críticas à gestão de Dilma Rousseff, dizendo que o país precisa cuidar da segurança também depois da Copa. “Para isso nós vamos criar um fundo para ajudar os Estados e municípios que têm hoje o grande desafio de devolver a paz e a tranquilidade em todos os recantos desse país. Nós vamos colocar os recursos para ajudar na contratação de pessoal, de equipamento e soluções de tecnologia de informação”, prometeu o candidato, que usou uma camisa do ASA de Arapiraca durante seu discurso.

Questionado sobre de onde virão os recursos, Campos deu uma resposta vaga. “Hoje tem recursos que são cobrados desde a aposta na loteria esportiva e outros tributos que ficam contingenciados e desviados para outras finalidades. Nós vamos respeitar a finalidade desses fundos e colocar em um fundo nacional”, explicou. A ideia do candidato é usar recursos do fundo para melhorar a remuneração dos profissionais de segurança pública. Segundo ele, aqueles que apresentarem redução de criminalidade receberão gratificação financeira. “Seja no Estado que for, a União vai estar junto”, prometeu. Campos voltou a usar o programa Pacto pela Vida, criado por ele durante seu governo em Pernambuco, para dizer que é capaz de fazer melhorias na segurança do país. “Eu fiz, como governador de Pernambuco, a melhor experiência de segurança pública do país. A única que reduziu sete anos seguidos a criminalidade, e que foi premiada pela ONU”, disse.

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Nordeste – Em agenda no Nordeste, região onde a coordenação da campanha vê espaço para Campos crescer, o presidenciável aproveitou para reforçar sua identidade nordestina e criticar as ameaças do PT, de que a vitória de qualquer outro candidato que não Dilma poderia resultado no fim do Bolsa Família. “Aqui me sinto em casa e quero deixar a mensagem de que eu e Marina firmamos um compromisso com o crescimento do Nordeste e do Brasil”, disse.

“O Bolsa Família foi uma conquista da época em que eu era Ministro da Ciência e Tecnologia. Ninguém vai mexer nisso, porque é um direito dos mais pobres. Precisamos ampliar o programa, e atingir a milhões de nordestinos que se cadastraram nas prefeituras, estão há meses esperando e o benefício não é liberado”, reforçou. A região Nordeste é a em que Dilma tem mais votos e onde venceu o adversário José Serra, do PSDB, por uma margem de 11 milhões de votos em 2010.

Depois de participar de evento em Alagoas, Campos viajou para seu Estado natal, Pernambuco, onde participou de uma carreata em Garanhuns (PE), terra natal do ex-presidente Lula. O pessebista foi acompanhado de seu afilhado político Paulo Câmara, que disputa o governo de Pernambuco pelo PSB. A vice, Marina Silva, cumpriu agenda na Bahia, ao lado de Lídice da Mata (PSB), candidata ao governo do Estado, e de Eliana Camon (PSB), que disputa o Senado. No sábado, Campos terá agenda de campanha na Paraíba, onde apoia a candidatura do pessebista Ricardo Coutinho, governador que disputa a reeleição.

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