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MP investiga Doria por evento e propaganda eleitoral antecipada

O pré-candidato à prefeitura de São Paulo já foi alvo de outra representação no MP Eleitoral por abuso de poder econômico durante as prévias do PSDB

Por Da redação 18 jul 2016, 09h30

Antes mesmo de formalizar sua candidatura, o empresário João Doria, nome do PSDB para a disputa pela Prefeitura de São Paulo, é alvo de investigações abertas pelo Ministério Público Eleitoral de São Paulo. No início do mês, o MP abriu dois procedimentos para apurar se Doria teria se beneficiado de jantares promovidos por empresas e feito propaganda eleitoral antecipada. O empresário também já foi alvo de representação por suspeita de abuso de poder econômico durante o processo de prévias para a escolha do candidato tucano à prefeitura.

A representação foi feita pelo ex-governador paulista Alberto Goldman, que integra a Executiva nacional do PSDB, e pelo senador tucano José Aníbal (SP). Ambos apoiaram na disputa interna o vereador Andrea Matarazzo, que abandonou as prévias no segundo turno e deixou o PSDB – ele se filiou ao PSD e também é pré-candidato a prefeito na capital paulista. Goldman e Aníbal acusaram o empresário de comprar votos nas primárias tucanas, oferecer comida e até promover churrasco para militantes do partido na capital paulista.

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O MP Eleitoral investiga a participação de Doria em um jantar oferecido no início de junho pela empresa Gocil, parceira do Grupo Lide, uma associação de empresários organizada por Doria. Além de ser proibida a doação ou qualquer tipo de financiamento de empresas para políticos e partidos, a legislação eleitoral proíbe que pré-candidatos realizem eventos políticos que não sejam financiados pelo próprio partido.

Ao discursar no evento, Doria disse que, se eleito, ficaria apenas quatro anos à frente da prefeitura e, após esse período, gostaria de olhar para as pessoas e dizer: “Cumpri o meu dever com honra e honestidade e fui um bom prefeito dessa cidade”. O conteúdo do vídeo foi publicado pelo jornal Folha de S.Paulo. Segundo o MP, o jantar foi patrocinado pela Gocil, a um custo de 60.000 reais.

A empresa afirmou que o evento foi um “jantar empresarial”, sem nenhuma relação conotação política, oferecido “em homenagem” a Doria. O advogado Anderson Pomini afirma que o jantar foi oferecido a Doria por uma empresa associada ao Lide em razão de seu afastamento do comando da associação para se dedicar à candidatura. “É um jantar que não tem nada a ver com campanha. É um jantar em homenagem ao empresário João Doria”, disse. “Quais foram os convidados? Todos os associados vinculados à Lide. Então não tem nada de irregular, é um absurdo”. Sobre a ação apresentada por Goldman e Aníbal, o advogado classificou como o “inconformismo daqueles que não venceram as prévias”.

(Com Estadão Conteúdo)

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