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Camelôs liberam Avenida do Estado, mas tensão continua

Eles queimaram carros, quebraram lojas e tentaram jogar bomba em ônibus

Por Da Redação 26 out 2011, 09h27

Camelôs que protestam desde terça-feira na região do Brás, no centro de São Paulo, desocuparam a Avenida do Estado após a ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar. Os manifestantes chegaram a bloquear a via, uma das principais das redondezas, no início da manhã, mas foram dispersados pela Polícia Militar, com bombas de gás lacrimogênio. Por volta das 10 horas o grupo estava disperso, mas ainda ocupava ruas do entorno da Feira da Madrugada. O clima no local é de tensão e os confrontos podem recomeçar a qualquer momento.

Ao longo do protesto contra a fiscalização ao comércio na região, os camelôs queimaram colchões, pneus e veículos, impediram a abertura das lojas e enfrentaram os policiais. Em resposta, a PM usou bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e bombas de efeito moral. Segundo a Polícia Militar, houve “uma quebra de ordem” por parte dos camelôs, que tentaram romper a barreira feita pelos policiais, atearam fogo em lixeiras e tentaram fazer o mesmo em um ônibus.

Apesar dos protestos, a Feira da Madrugada está funcionando nesta manhã. A confusão, no entanto, espantou muitos clientes. Os consumidores estão entrando pela porta da Rua Monsenhor Andrade, onde há um paredão formado por policiais militares protegendo a entrada e fazendo revista nas pessoas. As outras entradas do centro de comércio, localizadas na Avenida do Estado, Rua Oriente e Rua São Caetano, estão fechadas. “Os manifestantes jogaram garrafas contra os policiais em dois pontos, na Rua Henrique Dias e na esquina da Rua São Caetano com a Monsenhor Andrade, e tentaram jogar um coquetel molotov dentro de um ônibus de uma empresa particular, em frente à igreja do Pari. Por dois momentos, também tentaram bloquear novamente a Avenida do Estado”, relatou o major Marcelo Pignatari, comandante do 11º Batalhão, que coordena a ação da PM na região. Em uma reunião na Rua Oriente por volta das 3 horas, os líderes dos ambulantes prometeram que não iriam deixar os comerciantes da lojas da região abrirem as portas a partir das 7 horas.

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