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Sérgio Cabral é transferido para cadeia recém reformada

Ex-governador do Rio estava preso em Bangu desde novembro. Transferência foi na manhã deste domingo

Por Luiza Bustamante - Atualizado em 28 maio 2017, 13h20 - Publicado em 28 maio 2017, 12h23

Preso desde novembro em Bangu, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi transferido de unidade prisional na manhã deste domingo. Cabral e outros 145 detentos foram transportados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio.  A transferência foi feita em nove caminhões da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), e os presidiários chegaram ao novo endereço por volta das 10h.

O local, onde ficava o antigo Batalhão Especial Prisional (BEP), passou por reformas nos últimos três meses, cujo valor foi de 26 mil e realizada pelos próprios presos.

A unidade é destinada apenas a detentos de nível superior, como é o caso do ex-governador, ou que não pagaram pensão alimentícia.  Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, uma parte da nova cadeia será reservada para triagem de novos presos.

O BEP tem vagas para 162 presos, mais do que a cadeia em que Cabral estava em Bangu. Mesmo assim, a Seap afirma que o ex-governador não ficará sozinho em uma cela. Ele e outros presos pela Lava-Jato ficarão em uma ala com três galerias e nove celas com capacidade para seis presos cada.

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De acordo com as primeiras informações divulgadas, Cabral ficará em cela de 16 metros quadrados, onde há um pequeno banheiro com pia, um chuveiro, um colchão e uma televisão de 14 polegadas. Será definido pelo diretor da unidade quem dividirá a cela com o ex-governador.

 

Na quarta-feira 24, a Vara de Execuções Penais havia proibido a transferência de Cabral para o antigo BEP. O motivo era a ausência de uma câmera de segurança com vista para o acesso de pessoas e veículos na entrada da unidade. A Seap afirma que o equipamento foi instalado no mesmo dia, cujo local é monitorado por 53 câmeras.

Sérgio Cabral é réu em nove processos da Lava Jato e está preso desde novembro. Segundo a Justiça, o ex-governador é acusado de lavagem de dinheiro e de ser responsável por uma organização criminosa que desviou mais de R$ 20 milhões de diversas obras públicas do estado. Caso seja condenado com a pena máxima nos nove processos em que é réu, o ex-governador do PMDB pode ser sentenciado a mais de 530 anos de cadeia.

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