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Bruno tentará se salvar acusando Macarrão

Noiva do goleiro afirma que o réu vai "dizer o que sabe" e acredita que surgirão novas acusações contra Macarrão. Objetivo é tentar redução de pena com uma confissão parcial

Por Da Redação 5 mar 2013, 10h09

“O Bruno está muito magoado com o Macarrão. O depoimento dele foi uma surpresa”, afirmou Ingrid

Desde a tarde de segunda-feira, os sinais são de que o goleiro Bruno, para reduzir sua pena, diante de uma tendência de condenação, vai entregar à Justiça mais um pedaço da verdade sobre o destino de Eliza Samudio. O momento de decisão sobre que rumo o goleiro vai tomar será o interrogatório comandado pelo promotor Henry Vasconcelos Castro – o mais impiedoso dos integrantes da acusação. Na manhã desta terça-feira, surgiu, de uma das pessoas mais próximas do réu, um indicativo de que a janela para uma confissão parcial está aberta. E um sinal claro de que os réus estão definitivamente operando para tentar, cada um a seu modo, empurrar para os comparsas as penas mais pesadas.

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A dentista Ingrid Calheiros, atual noiva do goleiro, chegou ao Fórum de Contagem às 9h. Em vez da tensão de outros momentos do caso, apresentava um semblante tranquilo. Questionada sobre a chance de Bruno confessar, ela disse que o noivo “vai falar tudo sobre o que sabe”. “Não vou falar em confissão ou acordo, esperem o depoimento dele e vocês verão. Nós tivemos uma conversar sobre o júri e estamos muito tranquilos”, disse Ingrid.

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Embora não tenha adiantado o teor das declarações que Bruno prepara para o plenário, Ingrid indica que a versão apresentada pelo goleiro respinga em Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão – já condenado pelo homicídio de Eliza. “O Bruno está muito magoado com o Macarrão. O depoimento dele foi uma surpresa”, afirmou a dentista. Em novembro, o ex-funcionário e melhor amigo do atleta fez uma confissão parcial sobre o assassinato de Eliza Samudio e jogou toda a responsabilidade do crime para Bruno.

Sozinho no plenário, Macarrão, ao confessar o crime, ainda que parcialmente, conseguiu ter a pena reduzida. Como há um executor ainda por ser julgado, o goleiro agora pode fazer também uma declaração parcial, obter redução de pena e empurrar para 22 de abril, quando será julgado o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, o desfecho final do caso. Bola é, para a polícia e o Ministério Público, o guardião do segredo mais precioso da história de Eliza Samudio: o local do corpo, nunca encontrado.

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