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Não sabemos quantos funcionários estão soterrados, diz presidente da Vale

Cerca de 300 funcionários trabalhavam no local em que uma barragem de rejeitos de minério se rompeu nesta sexta-feira

O presidente da Vale, Fabio Schvartsman, disse nesta sexta-feira, 25, que os maiores atingidos pelo rompimento da barragem de rejeitos de Brumadinho são funcionários da própria mineradora. Cerca de 300 pessoas, entre funcionários diretos e tercerizados, trabalhavam no local no momento do acidente.

Segundo Schvartsman, desses 300 funcionários, 100 já apareceram. Ou seja, outros 200 continuam desaparecidos. Esse é o total de desaparecidos estimado pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. “No momento do acidente, tínhamos aproximadamente 300 funcionários no local. Nós não sabemos quantos estão soterrados”, disse Schvartsman.

 

Segundo ele, os funcionários ocupavam o refeitório e o prédio administrativo quando a barragem se rompeu. Quando assumiu o cargo, em 2017, Schvartsman disse que seu lema seria “Mariana nunca mais”, em referência ao desastre ocorrido em novembro de 2015. “Desta vez o dano ambiental será muito menor que em Mariana, mas o humano será maior”, disse.

Do ponto de vista ambiental, o executivo diz que o estrago deve ser menor, pois o rejeito vazado seria menos únido e por isso teria menos mobilidade.

A Vale informa que criou um comitê de ajuda humanitária, com equipe formada por assistentes sociais e psicólogos, para prestar assistência aos atingidos pelo rompimento da barragem.

“Toda nossa preocupação agora está voltada para atender os atingidos por essa tragédia. Não pouparemos esforços”, afirmou Schvartsman.

Um ex-funcionário da Vale em Brumadinho, que não quis se identificar, contou que o rompimento da barragem não tem o tamanho da tragédia em Mariana, mas pode ter sido letal nos primeiros instantes do vazamento de rejeitos. Na avaliação dele, toda a empresa deve ter sido coberta em instantes. Ele disse que dificilmente alguém sobreviveria ao soterramento.

Ainda segundo o ex-funcionário, a Vale está montando às pressas uma grande estrutura de socorristas, aproveitando, inclusive, a Fundação Renova, criada criada para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana em 2015. Alimentos estão sendo distribuídos e as pousadas da região da mina foram fechadas.