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Brasília: homem que diz ter explosivos faz refém em hotel

Hotel St. Peter foi esvaziado e está cercado pela polícia. Ao abordar hóspedes, homem alegou que era um terrorista. Ele está armado com pistola

Por Gabriel Castro, de Brasília 29 set 2014, 11h32

Atualizado às 15h20

Um homem que alega estar armado com explosivos faz refém nesta segunda-feira um funcionário do Hotel St. Peter, no Setor Hoteleiro Sul de Brasília. O local foi esvaziado e o perímetro que cerca o estabelecimento está cercado pela polícia. Homens do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Distrito Federal já estão dentro do hotel. Do lado de fora, estão agentes do Corpo de Bombeiros, do Grupo de Ações Especiais da PM, do Esquadrão de Bombas e das polícias Civil e Militar. Três negociadores participam da operação. O homem já foi identificado pela polícia Como Jac Souza Santos, de 30 anos, natural do Tocantins. Em 2008, Santos disputou uma vaga na Câmara de Vereadores da cidade de Combinado (TO), pelo PP.

Com certa frequência, o sequestrador aparece com o refém na sacada de um dos apartamentos. O funcionário está algemado e veste um colete onde, aparentemente, há explosivos. O formato dos objetos assemelha-se ao de dinamite. O sequestrador está armado com uma pistola. De acordo com o delegado Pedro Paulo Almeida, que acompanha o caso, ele fez apenas exigências genéricas, como a aplicação da Lei da Ficha Limpa e a extradição do terrorista italiano Cesare Battisti. Ainda segundo Almeida, é “quase certo” que o homem esteja, de fato, portando explosivos.”Se for, teria um grande poder de destruição”, afirma. O delegado disse ainda que o homem aparenta muito nervosismo e repete a todo momento que ‘vai explodir’. Santos estaria irredutível, segundo a polícia. Na casa dele em Tocantins, investigadores encontraram uma carta em que ele se despede da família, pede desculpas e afirma que “agiu por desespero”.

O sinal de televisão do hotel foi cortado, mas o de luz permanece ativo. Almeida afirma que deu aos negociadores um prazo para que o sequestrador se entregue: até as 18 horas. O delegado afirma que está consultando também a Polícia Federal para avaliar suas opções. Há atiradores de prontidão no prédio.

Segundo funcionários do hotel, o homem estava hospedado no estabelecimento, mas não se trata de um hóspede regular. Por volta das 9 horas desta segunda, ele imobilizou o funcionário, um mensageiro de cerca de 60 anos, no 13º andar do prédio e bateu à porta de outros hóspedes dizendo ser um terrorista – as autoridades descartam, porém, qualquer ligação dele com grupos internacionais. Com a chegada das autoridades, todos os hóspedes e funcionários foram obrigados a deixar o local. Segundo a Polícia Civil, o homem aparentemente sofreu um surto. O hotel é um dos mais importantes de Brasília e fica à beira do Eixo Monumental, a via mais importante da capital federal.

Gabriel Castro/VEJA

Operação policial em hotel de Brasília
Operação policial em hotel de Brasília VEJA
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