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Brasil ocupa Rocinha de olho na Copa e Olimpíada, diz imprensa estrangeira

Publicações on-line da CNN, BBC, El País e até Al Jazeera noticiam operação

Por Da Redação 13 nov 2011, 13h31

A imprensa internacional destacou neste domingo a ocupação das favelas da Rocinha e do Vidigal na operação Choque de Paz, no Rio de Janeiro. De acordo com a rede de TV, “a operação faz parte de um esforço de eliminar o crime e prender os traficantes de drogas em uma das cidades mais violentas do país e que receberá a Copa do Mundo em 2014”. Ainda segundo a rede americana, a operação deste domingo contrasta com a invasão do Morro do Alemão, realizada no ano passado, quando mais de 30 pessoas foram mortas em tiroteios.

Confira a cobertura completa:

A cronologia da ocupação policial

Rio: Com blindados, começa a ocupação

Beltrame transforma favela em vitrine

Começa o desmonte do Arsenal da Rocinha

Galeria de imagens:

A prisão do traficante Nem

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A ocupação da Rocinha pelas forças de paz

Preparativos: saída da Rocinha é vigiada

O site da rede britânico BBC também destacou a ausência de vítimas fatais e o objetivo de pacificar a cidade antes da Copa e das Olimpíadas, em 2016. Desde 2008, a polícia fluminense ocupou cerca de vinte favelas. A reportagem ouviu moradores da Rocinha, que afirmam que a ocupação trará melhorias na vida local. A rede britânica, contudo, ressaltou que há reclamações sobre o comportamento da Polícia, com relatos de violência excessiva e abuso de autoridade.

O site do jornal espanhol El País destacou que a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro anunciou antecipadamente a ocupação das favelas com o objetivo de evitar que os moradores fossem surpreendidos por eventuais tiroteios.

A rede árabe Al Jazeera disse que provavelmente não houve violência neste domingo porque, três dias antes da ocupação, havia sido detido o maior traficante local, conhecido como Nem, capturado quando tentava fugir da Rocinha. “O governo está contando com esses eventos para sinalizar a entrada do Brasil como um poder global, político e cultural”, diz o texto da Al Jazeera.

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