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Brasil negocia venda de urânio enriquecido a três países

Clientes em potencial são a China, Coreia do Sul e França, segundo jornal

Por Da Redação 7 fev 2011, 06h39

O objetivo brasileiro é exportar urânio para fins pacíficos, e não militares. Justamente por isso, venderia apenas o material pouco enriquecido – o suficiente apenas para movimentar usinas nucleares

Com uma das maiores reservas de urânio do mundo, o Brasil já negocia a exportação do combustível para abastecer usinas nucleares da China, Coreia do Sul e França. É o que informa reportagem da edição desta segunda-feira do jornal O Estado de S. Paulo.

Ainda segundo o jornal, as negociações com os possíveis compradores do urânio enriquecido brasileiro foram iniciadas no final da gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As negociações estão em andamento, mas ainda não houve decisão a respeito da exportação do combustível nuclear pelo Brasil.

Representantes do país viajaram à Europa e Ásia para fazer a proposta de venda de urânio. Os resultados das reuniões foram relatados em documentos a que o Estado de S. Paulo teve acesso. Entre os clientes potenciais estão as 30 usinas nucleares em construção na China, além de clientes da multinacional francesa Areva – a maior produtora de urânio do mundo, parceira na construção da usina de Angra 3.

O país passou a negociar a venda do combustível após a conclusão de um estudo feito pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE) em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O levantamento aponta como benéfica para o país a integração entre as reservas brasileiras e a tecnologia de enriquecimento de urânio, de olho no mercado externo. O documento ainda garante que, se o governo se agilizar, será possível ao país entrar no mercado internacional em quatro anos.

O objetivo brasileiro é exportar urânio para fins pacíficos, e não militares. Justamente por isso, venderia apenas o material pouco enriquecido – o suficiente apenas para movimentar usinas nucleares. Ainda segundo o jornal, acredita-se que a venda de urânio possa render ao Brasil anualmente 1,5 bilhão de reais.

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