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Brasil integra lista de países que fizeram pouco para combater suborno

Dinamarca, Alemanha, Itália, Noruega, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos tentaram reduzir prática

Por Da Redação 24 Maio 2011, 12h11

A maior parte dos países que assinaram a Convenção Anti-suborno da OCDE, com Brasil, Chile e México encabeçando a lista, fez pouco ou nada para combater os subornos de pessoas e empresas estrangeiras, denunciou esta terça-feira a ONG Transparência Internacional.

No grupo dos maus alunos estão 21 países, entre eles, Austrália, Áustria, Brasil, Bulgária, Canadá, Estônia, Grécia, Luxemburgo, México, África do Sul e Turquia.

O estudo abarca 33 dos 34 países membros da OCDE –à exceção da Islândia– e os outros quatro que não pertencem a essa instituição que assinaram a convenção: Argentina, Brasil, Bulgária e África do Sul.

Dos 37 países que firmaram a Convenção da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE), apenas Dinamarca, Alemanha, Itália, Noruega, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos combateram ativamente os subornos como meio de obter contratos das administrações públicas, assegurou Huguette Labelle, presidente da Transparência Internacional em uma entrevista coletiva à imprensa.

“É a primeira vez nos sete anos que a Transparência Internacional vem realizando os relatórios sobre a Convenção Anti-subornos da OCDE que não foram registrados progressos”, lamentou Labelle na apresentação do Informe sobre o Avanço do Cumprimento da Convenção Anti-subornos na sede da instituição em Paris, que este ano comemora seus 50 anos de vida.

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Entre aqueles que cumpriram “moderadamente” os preceitos desta convenção que tenta evitar a corrupção, que encarece em até 25% o custo das compras das administrações públicas, estão Argentina, Bélgica, Finlândia, França, Japão, Coreia do Sul, Holanda, Espanha e Suécia.

“A enorme escala de subornos deixa em evidência por que é necessária a ação governamental para reforçar o cumprimento” desta convenção, indicou a organização.

Segundo a própria revisão da OCDE do cumprimento de sua convenção, apenas cinco países puniram indivíduos ou empresas no ano passado, lembra a Transparência Internacional.

Mas o fracasso em erradicar este problema fará com que floresça a corrupção e recursos dos pobres sejam desviados. “E as empresas honestas serão as perdedoras”, alerta a Transparência Internacional.

(Com AFP)

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