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Brasil cai para 47º no novo ranking mundial da democracia

O país perdeu pontos em quesitos como 'cultura política' e 'participação política'

A situação brasileira é bem diferente da Noruega que, com uma nota de 9,8 em 10 possíveis, lidera o ranking

Apesar de ter evoluído na lista das maiores economias do planeta, o Brasil retrocedeu em outra classificação importante nos últimos anos. O país perdeu seis posições no ranking internacional da democracia – um estudo realizado a cada dois anos pela Economist Intelligence Unit, instituto ligado à revista britânica The Economist. Em 2008, na última edição do ranking, o Brasil era o 41º colocado. Agora, é apenas o 47º, caindo de 7,38 pontos para os atuais 7,12 (a nota vai até 10).

O ranking mapeia 60 indicadores econômicos, políticos e sociais divididos em cinco categorias para avaliar os tipos de democracias vigentes no mundo. O país perdeu pontos em quesitos como “cultura política” e “participação política” e nem sequer foi classificado como uma “democracia plena” – um grupo restrito, em que apenas 26 dos 167 países avaliados têm lugar. Ao lado de países como França e Itália, o Brasil é considerado pelo estudo como uma “democracia imperfeita”.

O item “cultura política” foi o de pior avaliação para o Brasil: nota 4,38. Em “participação política”, a nota também foi ruim, apenas 5. No quesito “processo eleitoral e pluralismo”, porém, o Brasil tem excelente marca, 9,58, assim como o das “liberdades civis”, com 9,12. Em “funcionamento do governo”, o país fica bem abaixo das marcas conseguidas pelos líderes: 7,5, quase empatado com os Estados Unidos (7,86), que ocupam a 16ª posição no ranking global da democracia.

A situação brasileira é bem diferente da Noruega que, com uma nota de 9,8 em 10 possíveis, lidera o ranking. Na América Latina inteira, há apenas duas “democracias plenas” – o Uruguai, em 21º lugar, e a Costa Rica, a 24ª colocada. Nessa região, Chile (34º) e Panamá (46º) também estão na frente do Brasil. Ainda que longe da situação ideal, países como Nicarágua, Tanzânia, Uganda, Paquistão e Haiti, por sua vez, apresentaram uma evolução significativa em suas colocações.