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Bope faz treinamento contra sequestro no BRT Transoeste

Policiais precisam estar familiarizados com características específicas dos ônibus articulados, como maior velocidade e portas parecidas com as do metrô

Por Da Redação - 17 jul 2012, 17h52

O Batalhão de Operações Policiais Especiais, o BOPE, se prepara para atuar em casos de sequestro com reféns no sistema do Bus Rapid Transit, o BRT, na Barra da Tijuca, no Rio. Nesta terça-feira, pela primeira vez, eles treinaram nos ônibus articulados, também conhecidos por “ligeirões”, que circulam em uma faixa exclusiva. Os veículos têm algumas particularidades que os diferenciam dos coletivos que rodam pela cidade. Como em caso de sequestros em ônibus o Bope é a unidade da polícia acionada, os militares começaram a se familiarizar com o novo transporte do Rio e agendaram para as próximas semanas um novo treinamento.

Os ligeirões trafegam em uma velocidade acima da dos ônibus regulares, o que já traz mudanças para os policiais militares. Na emergência, é preciso agir levando em consideração outra especificidade: a porta, que tem acionamento automático e é mais parecida com a do metrô. “Para nós é diferente porque nunca houve ocorrência com refém nessa estrutura. Antes que haja, estamos estudando, adaptando técnicas”, afirma a relações-públicas do BOPE, capitã Marlise.

A unidade de elite costuma fazer treinos em outros transportes, como no metrô e nas barcas. Nos últimos dois anos, o BOPE realizou com sucesso duas operações de grande porte. Uma foi relativa a um ônibus sequestrado no centro da cidade do Rio com 20 reféns. Todos sobreviveram e a ação foi rápida. O segundo foi a negociação com os bandidos que invadiram o hotel Intercontinental, em 2010.

No entanto, uma das marcas que pesa sobre o batalhão foi a atuação no sequestro ao ônibus 174. A perícia mostrou que o primeiro tiro que atingiu a passageira Geisa, que morreu durante o assalto, partiu da arma do policial Marcelo Oliveira dos Santos, um recém-formado agente do BOPE então com 27 anos. Os demais disparos foram do sequestrador, que atirou à queima-roupa contra a refém.

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