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Bope encontra armamento pesado no alto da Rocinha

A polícia apreendeu 69 fuzis nas três favelas ocupadas desde o domingo

Por Da Redação 15 nov 2011, 12h10

No terceiro dia de ocupação das favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu, a quantidade de apreensões começa a demonstrar com mais fidelidade o tamanho do poder dos traficantes. Para dominar os cerca de 120 mil moradores e organizar um poder paralelo, a coação era feita através de armas pesadas e por uma estrutura de pagamentos de subornos. Por enquanto, até que se desvende o esquema envolvendo policiais corruptos comandado por Antônio Bonfim Lopes, o Nem, as apreensões de armas enfraquecem os traficantes que ainda resistem no morro. Mais de 20 mil munições e 69 fuzis foram encontrados desde domingo.

Nesta terça-feira, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE) encontrou nove fuzis, uma carabina, duas granadas e munições. As apreensões foram feitas na localidade conhecida como Roupa Suja, no alto da Rocinha. Na área conhecida como 199, também na Rocinha, foram achados 16 fuzis, quatro espingardas, nove granadas e uma metralhadora. Já a polícia Civil encontrou um lança-rojão, sete rádios transmissores, uma granada, um colete e um cinto tático, celulares, binóculos e munições.

Na segunda-feira, a polícia havia encontrado 24 fuzis na Rocinha. Nos dois primeiros dias de ocupação das forças de segurança, outras 38 armas foram achadas nas três favelas. Na segunda, também foram encontrados dois mísseis antitanque e duas bazucas.

Beltrame– O secretário estadual de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, esteve na manhã desta terça-feira no Vidigal. A pé, sem coletes a prova de bala, ele cumprimentou policiais e moradores. “Vim caminhar, cumprimentar e agradecer os policiais. Também vim conversar com a comunidade. Daqui para a frente a sustentação depende mais de outras ações do que propriamente da policia, que já está aqui e vai continuar aqui”, afirmou.

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