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Bope acha 3 toneladas de drogas e armas enterradas ao lado do Galeão

Segundo a polícia, traficantes escondiam o material no local para depois abastecer o tráfico de drogas na Baixada Fluminense, por meio de barcos

Por Da Redação - 6 nov 2014, 18h27

Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) apreenderam nesta quinta-feira cerca de três toneladas de drogas, cinco fuzis e um notebook enterrados em um matagal próximo à cabeceira da pista do Aeroporto Internacional do Galeão, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ninguém foi preso.

Os policiais descobriram a localização dos materiais a partir do desdobramento de uma operação de combate ao tráfico de drogas na favela Parque das Missões, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Em varreduras feitas na comunidade, a tropa de elite da PM colheu informações de que a droga chegava ao local por meio da Ilha do Governador.

Acondicionadas em toneis e sacos plásticos, as drogas eram enterradas numa área de matagal pertencente ao aeroporto, e, portanto, de propriedade federal. O esconderijo ficava a cerca de 200 metros da cabeceira 10 do terminal 2 do Galeão.

Apesar da proximidade com o aeroporto, o Bope suspeita que a droga não desembarcava de aeronaves, mas de embarcações que navegavam pela Baía de Guanabara. A polícia avaliou que era mais fácil ter acesso ao esconderijo pelo mar do que por terra. Uma das hipóteses é de que um grupo deixava as drogas no esconderijo, e outro vinha buscá-las para abastecer a região da Baixada Fluminense.

No final de maio, duas semanas antes do início da Copa do Mundo, VEJA revelou uma série de problemas de segurança em aeroportos de todo o país. A conclusão foi registrada em dois relatórios feitos pela Polícia Federal, que reprovou dos 16 aeroportos testados em mais de 50% dos itens analisados. Um desses documentos era especificamente sobre o Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, e dizia que traficantes armados atuavam livremente ali dentro.

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O relatório da PF mapeou oito pontos vulneráveis, um deles na via que leva à área de apoio do aeroporto, onde uma solitária cancela desativada era a única barreira de segurança: “Há acesso irrestrito a qualquer veículo, tornand­o-se um potencial alvo de atentados”, descreveram os agentes no documento interno.

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(Com Estadão Conteúdo)

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