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Bombons provocam intoxicação em adolescentes no PR

Por Da Redação 13 mar 2012, 15h35

Por Evandro Fadel

Curitiba – Quatro adolescentes, com idades entre 14 e 16 anos, precisaram de internamento hospitalar na noite de ontem em Curitiba, depois de comerem bombons, provavelmente envenenados com veneno contra rato, enviados para a casa de uma delas. Duas que estavam em situação mais grave foram internadas em Unidade de Terapia Intensiva do Hospital de Clínicas, onde eram mantidas juntamente com um menino. O outro, que tinha situação menos grave, ficou em unidade de saúde da prefeitura. A Delegacia de Homicídios trabalha com a hipótese de tentativa de homicídio.

Uma das adolescentes, filha de um policial militar, completará 15 anos no próximo mês e, preparando-se para a festa, fez contato com algumas confeitarias para receber amostras. Na tarde de ontem, um taxista chegou a sua casa no Bairro Uberaba e entregou uma caixa com dez brigadeiros onde estava escrito: “Debutante, se você ainda não fechou os doces para sua festa segue amostra”. O nome da confeitaria e o telefone que constam da caixa aparentemente são fictícios. “Mas pode ser uma fabriqueta”, disse o delegado de Homicídios Jaime da Luz.

A adolescente comeu quatro doces e dividiu os outros com uma amiga e dois meninos. Cerca de uma hora depois, as duas meninas começaram a passar mal. Os meninos sentiram os efeitos um pouco mais tarde. “Ele começou a vomitar, ficar com tontura, suor e já foi caindo”, disse Osmar da Silva, pai de um dos adolescentes. Segundo a polícia, os médicos informaram preliminarmente que os sintomas levam a crer que se trata de veneno de rato, o popular chumbinho. “Dependemos da polícia científica para ver de que produto realmente se trata”, disse Luz.

O delegado disse acreditar que o taxista tenha agido de boa fé. “Pela descrição das pessoas que estavam próximas, provavelmente essa pessoa somente foi levar uma encomenda entregue por terceiros”, afirmou. Ele não tinha se apresentado à polícia até o início da tarde de hoje. Segundo Luz, o caso foi levado à polícia por volta das 4 horas da madrugada. Na tarde de hoje, os familiares seriam ouvidos com mais calma para tentar descobrir a motivação para a tentativa de envenenamento e saber em quais confeitarias foram feitas as encomendas de amostras.

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