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Bombeiros tentam consertar dutos para extinguir incêndio em Santos

Combustível que sai por fissuras em encanamento impede que o incêndio de sete dias seja controlado na zona portuária

Por Da Redação 8 abr 2015, 10h54

O Corpo de Bombeiros trabalha, na manhã desta quarta-feira, para consertar dois pontos de vazamento de combustível no último tanque que ainda pega fogo no pátio da empresa Ultracargo, em Santos (SP). O incêndio chegou ao sétimo dia nesta quarta, e o reparo em dutos que se romperam durante uma explosão pode auxiliar na extinção das chamas – é através deles que o combustível passa e alimenta o fogo.

A operação é considerada complexa e de risco pelos bombeiros, porque eles precisam entrar na área de contenção das chamas para efetuar o conserto. Por enquanto, eles estavam fazendo apenas o resfriamento dos cilindros de combustível. Ao todo, 140 homens e 49 viaturas trabalham no local. O pó químico cedido pela Força Aérea Brasileira só poderá ser despejado quando os dutos estiverem reparados.

O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi (PP), participa de uma reunião de monitoramento com o governo de São Paulo e a prefeitura de Santos nesta quarta-feira. O Ministério Público de São Paulo abriu um inquérito para apurar responsabilidades sobre o incêndio, e a Polícia Civil apura as causas. A multa por dano ambiental pode chegar a 50 milhões de reais.

De acordo com dados da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), a qualidade do ar melhorou na região – a unidade de monitoramento fica a três quilômetros do local do incêndio. O resultado da coleta de água nos rios indicou que o teor de oxigênio dissolvido e a temperatura da água permanecem prejudiciais para a vida aquática. Foi constatada também a presença de combustível nos rios, o que pode ter elevado a mortandade de peixes.

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(Com Agência Brasil)

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