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Bombeiros que invadiram QG serão alvo de IPM e inquérito administrativo

Secretário de Defesa Civil diz que espera reabrir o diálogo na segunda-feira, comemora volta à normalidade mas reafirma que as responsabilidades serão apuradas

Por Leo Pinheiro, do Rio de Janeiro 10 jun 2011, 17h54

O comandante geral do Corpo de Bombeiros e novo secretário de Defesa Civil, Sérgio Simões, disse nesta sexta-feira que considera a crise encerrada, que espera retomar logo o diálogo com as lideranças do movimento e que a corporação volta à normalidade depois da libertação dos presos. “Fico feliz de ter a minha tropa de volta, atuando”, disse, em rápida entrevista coletiva. Simões afirmou, no entanto, que estão mantidos os procedimentos destinados a apurar as responsabilidades pela invasão do Quartel General dos Bombeiros, no dia 3 de junho.

Além do Inquérito Policial Militar, será aberto processo administrativo. E o secretário adiantou sua avaliação. “Os bombeiros de patente mais alta deverão assumir as maiores responsabilidades”, disse. Sem entrar em detalhes sobre a reivindicação de anistia feita pelos bombeiros, Simões lembrou que em 2010 uma lei anistiou militares.

Mantendo o tom conciliador que adotou desde que foi nomeado comandante geral dos bombeiros, em plena crise, Simões defendeu o governador Sérgio Cabral, que chamou de vândalos os homens que invadiram o QG. “O governador estava influenciado pelas imagens da invasão, mostradas ao vivo pelas emissoras de TV. Mas posteriormente ele manifestou reiteradamente seu respeito pela corporação e pelos soldados.”

Mais cedo, o cabo Laércio Soares, um dos porta-vozes da corporação, também havia se pronunciado em tom de conciliação. Soares disse que a manifestação programada para o domingo está mantida, mas perdeu o caráter de protesto. “Vamos fazer a caminhada para agradecer o apoio da população”, disse.

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