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Barragem em Brumadinho tem 1 milhão de m³ de rejeito de mineração

No desastre de Mariana, ocorrido em novembro de 2015, o volume era de 50 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que a barragem VI no Córrego do Feijão em Brumadinho, Minas Gerais, que se rompeu na tarde desta sexta-feira, 25, tem volume de 1 milhão de metros cúbicos de rejeito de mineração. A título de comparação, o órgão destacou que, no desastre de Mariana, também no estado mineiro, ocorrido em novembro de 2015, o volume era de 50 milhões de metros cúbicos.

As principais preocupações dos órgãos no momento, entre eles a Defesa Civil, é com resgate de vítimas e proteção de pontos de captação de água, segundo o instituto. “O Ibama acompanha o evento também por meio do Grupo de Informações de Emergências em Barragens, integrado pela Defesa Civil e os órgãos fiscalizadores de barragens. A Defesa Civil confirmou a existência de pessoas isoladas.”

Ainda de acordo com o Ibama, em situações de emergência, a competência primária para acompanhamento é dos órgãos licenciadores no Estado. “A competência federal, na situação, será estabelecida se o incidente ultrapassar os limites territoriais ou atingir significativamente um bem da União”, afirmou o órgão federal. O Ibama garante que continuará acompanhando o evento e prestando o apoio necessário aos órgãos públicos.

Força-tarefa

O governo de Minas Gerais enviou uma força-tarefa ao local do rompimento da barragem em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, para “acompanhar” a situação e “tomar as primeiras medidas”.

O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estão no local da ocorrência e há cinco helicópteros que sobrevoam a região para o atendimento às vítimas, afirma nota oficial divulgada pelo governo do Estado. O governo estadual anunciou que montou um “gabinete estratégico de crise” para acompanhar as ações na cidade.