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Bares investem em segurança para evitar arrastões

Por Da Redação 12 jun 2012, 09h53

Por AE

São Paulo – Vigias disfarçados, câmeras que captam imagens no escuro e até botão do pânico. O esquema de segurança não é de nenhum banco ou joalheria. São os donos de restaurantes da cidade de São Paulo que estão se preparando para enfrentar a onda de arrastões. Hoje, Dia dos Namorados, a atenção vai ser redobrada para garantir a paz dos clientes. Para coibir os crimes, até as Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) vão estar nas ruas.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) – que hoje deve receber representantes de grupos de bares e restaurantes para discutir estratégias de prevenção – determinou que a Polícia Militar reforce a segurança na área de bares e restaurantes hoje. Além de deslocar mais policiais, mandou colocar equipes de elite das Polícias Civil e Militar, como a Rota, o Grupo de Operações Especiais (GOE) e o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra).

“É uma preocupação de segurança pública em função dos roubos que têm acontecido nos últimos dias. Já mapeamos todas as regiões para fiscalizar e parar os suspeitos”, afirmou o porta-voz da PM, capitão Cleodato Moisés do Nascimento, sem divulgar números do efetivo.

Desde o começo do ano, já foram pelo menos 16 arrastões em restaurantes conhecidos da capital. 17 contando com o arrastão ocorrido na madrugada de hoje, nos Jardins. Donos de estabelecimentos afirmam o movimento caiu cerca de 15 % neste ano, mas o frio também pode ter influenciado. Segundo eles, o problema do crime pode ser ainda maior por causa da subnotificação. Alguns preferem não prestar queixa para não ficar “marcados” pelos criminosos.

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Tecnologia

Tentando evitar se tornar parte da lista, várias casas reforçaram a segurança. Caso um ladrão entre no restaurante My Temaki, no Itaim-Bibi, zona sul, funcionários podem avisar sobre o problema por meio de um alarme, diretamente ligado a uma central de monitoramento. “Hoje a tecnologia permite que se use um botão do pânico móvel, que parece um chaveiro de carro e aciona a central”, explica um dos sócios do restaurante, Guilherme Defillipi.

Inaugurado neste ano, o restaurante Lupercio, nos Jardins, nasceu equipado. “A gente já estava nessa onda de arrastão e se programou”, diz o sócio Carlos Martignago. Segundo ele, o local tem 16 câmeras, algumas com zoom. “Dessa forma, é possível focar o rosto das pessoas”, afirma. Além disso, o restaurante tem dois tipos de segurança. “Um fica uniformizado, na frente do restaurante. O outra à paisana, do lado externo”, conta Martignago.

No restaurante Salvattore, no Itaim-Bibi, é possível flagrar os criminosos mesmo em um eventual apagão. É que, entre as câmeras do estabelecimento, algumas são de visão noturna. “Nós achamos que isso é um problema de segurança pública. Mas o restaurante tem tomado algumas medidas para tentar inibir assaltos, uma vez que os arrastões são uma nova modalidade de crime”, afirma o gerente Claudio Nogueira.

O restaurante Casa Cardoso, em Perdizes, na zona oeste, resolveu nem abrir as portas hoje. Com medo do movimento abaixo da média no começo da semana, por causa do tempo frio, o proprietário Marcos Berman resolveu não arriscar. “A rua tem ficado muito vazia durante a noite, não compensa abrir”, justificou Berman. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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