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Bandidos abrem fogo contra família de policial em cortejo

Helicóptero da polícia foi usado para afugentar bandidos. Antônio da Gama, 49 anos, foi assassinado na segunda-feira quando trabalhava como segurança de uma creche

Por Da Redação - 17 jul 2012, 17h06

A população carioca teve, na tarde desta terça-feira, um exemplo do que é a diferença entre o Rio de Janeiro ‘pacificado’ dos comerciais de TV e a cidade ainda acuada pela criminalidade. Durante o enterro de um policial civil, bandidos armados de favelas da zona portuária abriram fogo contra o cortejo, obrigando a polícia a reagir, com uso até de um helicóptero para afugentar os bandidos.

Antônio da Gama, 49 anos, foi assassinado com dois tiros nas costas, na manhã de segunda-feira, momentos depois de pais deixarem os filhos na creche em que o policial trabalhava, no Grajaú. A polícia trabalha com duas hipóteses: latrocínio, devido a uma tentativa de assalto ao policial, ou vingança de bandidos, por ele ter evitado um assalto recentemente naquela região. Para a família de Gama o pesadelo se agravou esta tarde, quando as pessoas que participavam do cortejo precisaram se proteger de disparos feitos a partir das favelas do entorno do Caju – local do Cemitério São Francisco Xavier.

O episódio é também uma amostra do grau a que chega a barbárie em algumas áreas da cidade. Para a polícia, criminosos ficaram sabendo que ocorreria nesta tarde um enterro de policial. E aí o banditismo falou mais alto que qualquer noção de civilidade: não importava se o policial – o “inimigo” – estava morto, a ordem era atirar também em parentes e amigos do agente.

A morte de Gama está sendo investigada pela Divisão de Homicídios (DH) da capital. Segundo a polícia, seis tiros foram disparados em frente à creche Studio da Criança. A mochila do policial morto, com pistola e celular, foi roubada. Dama era considerado uma pessoa tranquila e tinha 22 anos de Polícia Civil. Atualmente, estava lotado na delegacia da Tijuca. O bairro recentemente teve sua segurança reforçada com a instalação de Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) em favelas próximas. Deixou, assim, de ser uma área crítica para a segurança para se tornar a nova menina dos olhos do mercado imobiliário na zona norte.

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