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Bancários voltam às atividades em quase todo país

Com negociações nesta terça-feira, poucos sindicatos mantém as paralisações

Por Da Redação - 18 out 2011, 18h51

Depois de 21 dias de greve, os bancários voltaram ao trabalho em quase todas as cidades do país nesta terça-feira. A grande maioria dos sindicatos aprovou, em assembleias na noite de segunda-feira, a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 9% (1,5% de aumento real, mais a inflação de 7,4% no período).

Em função de exigências específicas não atendidas, outros sindicatos só aceitaram voltar ao trabalho depois de renegociações com as empresas ao longo desta terça-feira. Foi o caso dos trabalhadores do Banco do Brasil em Chapecó, único local em que as agências do banco permaneciam fechadas, e do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul).

Até às 18 horas de desta terça-feira, os únicos funcionários que ainda mantinham a greve eram os da Caixa no Pará, do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), do Banco do Estado de Sergipe (Banese) e do Banco da Amazônia. Eram aguardados os resultados de votações ou de renegociações com a as empresas para definir os próximos passos. As demais agências abriram normalmente em todo o país.

Reajuste salarial– Segundo o Comando Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a proposta apresentada pela Fenaban inclui reajuste salarial de 9% e a valorização do piso da categoria em 12%. O piso salarial acordado para a função de caixa passa a ser de 1.900 reais, e de 1.400 reais para a de escriturário. Haverá também mudanças na Participação de Lucros e Resultados (PLR), com um aumento da parcela adicional de 1.100 reais para 1.400 reais, mais um aumento do teto da parcela de 2.400 reais para 2.800 reais. Além disso, os dias parados não devem ser descontados, os bancários ficarão proibidos de transportar valores e não poderão mais ser elencados em rankings individuais de desempenho.

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