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Bancários entram em greve por tempo indeterminado

A paralisação foi aprovada nas maiores cidades do país

Sem proposta de aumento real de salário, os bancários decidiram nesta terça-feira entrar em greve por tempo indeterminado, a partir desta quarta, em todo o Brasil. A decisão foi tomada em assembleias que rejeitaram a oferta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste salarial de 4,29%, que somente repõe a inflação acumulada em 12 meses até agosto. A categoria foi orientada pelo Comando Nacional dos Bancários a rejeitar a proposta e decidir pela greve.

A greve foi aprovada na maioria das capitais e principais cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.

“As decisões das assembleias demonstram a indignação dos bancários com a postura intransigente dos bancos”, afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Carlos Cordeiro. “Com os lucros de 21,3 bilhões de reais obtidos somente por cinco bancos no primeiro semestre deste ano, é possível o atendimento das demandas da categoria.”

Este é o sétimo ano consecutivo que os bancários fazem greve por aumento de salários. Em 2009, eles ficaram de braços cruzados durante 15 dias. São 460.000 bancários no Brasil, dos quais 130.000 na base de São Paulo, Osasco e Região.

Os trabalhadores querem 5% de aumento real, além da reposição da inflação de 4,29%, que compõem um índice de reajuste salarial de 11%. Pedem ainda prêmio de Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) equivalente a três salários mais 4.000 reais e o fim das metas abusivas e do assédio moral, entre outras reivindicações.

(Com Agência Estado)