Bahamas Hotel Club, polêmica casa noturna, encerra atividades em São Paulo
Fundado pelo empresário Oscar Maroni, que morreu no ano passado, estabelecimento ficou fechado entre 2007 e 2013
Palco de polêmicas e batalhas judiciais, a casa noturna Bahamas Hotel Club encerrou suas atividades após mais de 30 anos de funcionamento no bairro de Moema, na zona sul da capital paulista. Fundado pelo empresário Oscar Maroni, que morreu aos 74 anos em dezembro do ano passado, o estabelecimento conhecido na cidade pelo “entretenimento adulto” já foi interditado várias vezes e chamou atenção mais de uma vez por manifestações políticas excêntricas propostas por seu fundador. A confirmação do fechamento da casa foi dada à coluna Terraço Paulistano, da Veja São Paulo, nesta sexta-feira, 10.
Em seu site, o Bahamas se apresentava como uma “casa tradicional da noite paulistana” e exaltava o luxo das instalações, a oferta de pratos sofisticados e itens como vinhos e charutos, mas não camuflava o propósito do local: “o convite perfeito para que casais liberais, homens e mulheres desfrutem do maior centro de entretenimento para adultos da América Latina”.
Assim, logo vieram as investigações por favorecimento à prostituição, tráfico de mulheres e formação de quadrilha. Maroni, conhecido como “Rei da Noite”, foi preso mais de uma vez no período de 1998 a 2011 e, entre 2007 e 2013, a casa noturna ficou fechada por determinação da Prefeitura de São Paulo.
A reabertura da casa ocorreu porque o empresário foi inocentado pela Justiça e, em 2017, foi absolvido de todas as denúncias pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ).
O Instagram da casa noturna não tem novos posts desde 2021, quando Maroni anunciava que, se o ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas (1980-2021) vencesse as eleições, a primeira cerveja seria por conta da casa.
Não foi a primeira vez que política e entretenimento adulto se misturaram no local. Em 2018, o empresário distribuiu 9.000 latas de cerveja em virtude da prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja condenação foi anulada. Com traje dos Irmãos Metralha, Maroni conduziu o evento para 3.000 pessoas ao lado de dançarinos vestidos de Batman.
Em 2019, por meio de mensagens de WhatsApp, o empresário convocou uma manifestação a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No seu último ano de vida, Maroni estava internado em uma casa de repouso e tinha sido diagnosticado com Alzheimer. Ele morreu aos 74 anos em 31 de dezembro de 2025 e, em comunicado, o Bahamas fez uma homenagem dizendo que “Oscar viveu intensamente, fiel às suas convicções e à sua liberdade”.







