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BA: passa de 70 número de mortos durante greve da PM

Com mais 7 mortos na madrugada, total de homicídios sobe para 73

Por Da Redação - 5 fev 2012, 11h20

O número de homicídios durante os últimos dias de greve dos policiais militares da Bahia subiu para 79 neste domingo, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA). O número corresponde aos registros de terça-feira até as 10h51 deste domingo. Nesse período, 158 veículos foram roubados e 25 ônibus coletivos foram assaltados.

Somente na madrugada deste domingo, oito pessoas morreram na região metropolitana de Salvador, três delas na Rua da Matriz, bairro de Valéria, na capital. As únicas vítimas identificadas são Paulo Sergio Pereira da Silva, de 41 anos, morto em Itinga e Edvaldo Silva da Conceição, de 29 anos, que havia ficado ferido em uma tentativa de homicídio no sábado. Além das mortes, nesta madrugada houve seis roubos de veículos e um assalto a ônibus. Os crimes estão sendo investigados pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil.

Na tarde de sábado, a Polícia Militar recuperou 16 viaturas oficiais que foram apreendidas ilegalmente por manifestantes ligados à Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares do Estado Bahia (ASPRA) em cumprimento a um mandado de reintegração de posse expedido pela justiça baiana na manhã de ontem. Os carros foram levados para o Departamento de Apoio Logístico.

“Estamos trabalhando junto ao departamento competente da PM para que essas viaturas voltem o mais rápido possível para a operação normal das ruas de Salvador”, afirmou o Coronel Gilson Santiago, diretor de Comunicação da Polícia Militar.

Autoridades – No sábado, o governador da Bahia, Jaques Wagner, disse acreditar na participação de policiais militares grevistas em homicídios e saques ocorridos em Salvador nas últimas horas. Desde terça-feira, o estado sofre com a paralisação parcial da Polícia Militar (PM). O governador também negou a possibilidade de anistia aos policiais militares que tiverem cometido atos de vandalismo ou violência durante a paralisação, um dos itens da pauta dos PMs grevistas – cerca de um terço da corporação, de 32.000 homens.

Sobre a participação dos PMs nos crimes, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que já fez um pedido de reserva em presídios de segurança máxima para encaminhar os policiais militares que tenham cometido algum crime durante a greve.

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