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‘Avaliação da operação é positiva’, diz chefe de homicídios do Rio

Delegado Antônio Nunes afirma que a tática usada no sequestro do ônibus da ponte Rio-Niterói salvou a vida dos reféns

Por Jana Sampaio - 20 ago 2019, 17h00

Chefe do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa do Rio de Janeiro, o delegado Antônio Ricardo Lima Nunes afirmou que está sendo feito um mutirão para ouvir todas as vítimas do sequestro de um ônibus na ponte Rio-Niterói ainda hoje. Segundo ele, a experiência adquirida com o sequestro do ônibus 174 ajudou a polícia a concluir a ação de forma exitosa. “Não sei se a morte dele era estritamente necessária, mas a operação salvou a vida dos reféns. Avaliação da operação é positiva”, afirmou.

Segundo Nunes, a família relatou que Willian, morador do bairro do Jockey, em São Gonçalo, região metropolitana, aparentemente agiu sozinho. “De um tempo para cá, ele estava com depressão e tinha dificuldade para se relacionar. Essa pode ter sido uma motivação para o crime”, afirma o delegado.

Renata da Silva, mãe de Willian Augusto da Silva, responsável pelo sequestro do ônibus, precisou ser amparada depois de passar mal na Delegacia de Homicídios de Niterói (RJ). Entre os que tentaram consola-lá, está Paulo César Leal, pai de Raiane Leal, uma das passageiras feitas reféns por Willian.

Paulo Leal conta que passou horas tentando contato com a filha sem sucesso e que foi pela televisão que acompanhou a sua libertação. “A primeira refém a ser liberada foi minha filha e foi só nesse momento que tive a certeza de que ela estava no ônibus sequestrado. Estou mais aliviado, mas ainda não respirei tranquilo”, diz. “Só quem tem filho sabe como aquela situação foi aflitiva.”

Quinto refém a ser libertado, o auxiliar de cartório Robson de Oliveira, 59 anos, disse que o primo de Willian pediu desculpas pela ação dele. Robson foi liberado pelo sequestrador após afirmar que estava se sentindo mal. “Antes de sair, ele pediu para eu pegar água com os policiais e colocar na escada do ônibus. Depois que saí, avisei aos policiais que seria dessa maneira que conseguiria interceptá-lo”, explica. Segundo Robson, Willian queria reviver o caso do ônibus 174.

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