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Ator acusado de roubo diz que foi furtado em delegacia

Dois celulares, um par de tênis, uma braçadeira e um fone de ouvido, que Vinícius Romão usava no dia em que foi preso, desapareceram na 25ª DP

Por Pâmela Oliveira, do Rio de Janeiro 10 mar 2014, 20h39

Depois de ser preso injustamente, o ator Vinícius Romão tenta reaver os objetos que entregou na 25ª DP (Engenho Novo) na noite em que foi detido acusado de ter assaltado a copeira Dalva Moreira da Costa. Ele prestou nesta segunda-feira depoimento na Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol), órgão que apura “se houve irregularidades na prisão” e na conduta dos policiais, e investiga o desaparecimento dos pertences de Romão.

Em entrevista ao site de VEJA, Romão contou que desapareceram um par de tênis, dois celulares, uma braçadeira e um fone de ouvido, que usava no dia que foi preso. Os objetos são avaliados em 900 reais. “Desde que saí da prisão, tento pegar o par de tênis e os celulares, mas não consigo. Meu pai já foi duas vezes à delegacia e os policiais não sabem dizer onde estão as minhas coisas. Ou seja: fui furtado dentro da delegacia”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, somente sua carteira e cerca de 10 reais foram entregues ao pai, o militar reformado Jair Romão. “O restante ficou lá”, enfatizou. Há duas semanas, Jair Romão e o advogado Rubens Nogueira de Abreu comunicaram o desaparecimento dos objetos de Vinícius ao delegado responsável pelo caso, Niandro Lima. Passada uma semana, e sem nada resolvido, Lima abriu um processo para investigar o caso. Procurada, a assessoria da Polícia Civil não comentou o caso.

Erro no reconhecimento – Romão, que trabalhou na novela Lado a Lado, da TV Globo, foi preso no dia 10 de fevereiro acusado de roubar a bolsa de Dalva Moreira da Costa. O jovem voltava para casa quando foi abordado e preso por um policial civil que presenciou o assalto. A vítima, que estava com o agente, reconheceu o ator como o ladrão. Dias depois, ela prestou novo depoimento e admitiu que errou ao reconhecer Vinícius.

Ele foi libertado no dia 26 da Casa de Detenção Patrícia Acioli, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Na última sexta-feira, a polícia prendeu Dione Mariano da Silva, de 24 anos, acusado de ser o verdadeiro autor do crime pelo qual Romão foi preso por engano. A Coinpol avalia também a conduta do policial da 11ª DP (Rocinha), Waldemiro Antunes de Freitas Junior, que efetuou a prisão, e do delegado de plantão da 25ª DP, William Lourenço Bezerra, que registrou o caso como flagrante.

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(Com Estadão Conteúdo)

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