Ato de Lula em Belo Horizonte tem manifestação de petistas insatisfeitos
Ala se queixa sobre a divisão de recursos de campanha dentro do partido
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um ato voltado ao eleitorado feminino de Belo Horizonte (MG) neste sábado, 29, mas o evento atraiu mais do que mulheres interessadas em suas propostas. Militantes petistas protestaram contra o partido devido à disputa por recursos de campanha e ergueram uma faixa que dizia: “As mulheres da base do PT-MG não aceitam ser tratadas como laranja”.
A ala insatisfeita com a gestão do partido distribuiu um manifesto assinado por 13 deputados petistas federais e estaduais. Para eles, “destinar recursos ínfimos e irrisórios configura a mais grave instrumentalização da mulher na política”. O protesto, porém, não foi reconhecido durante a fala do presidente.
Para além do causo, Lula aproveitou a oportunidade para prometer que o fim da escala de trabalho 6×1 será aprovado nesta semana “para que as mulheres e os homens tenham mais tempo de cuidar da sua vida própria, das crianças, e mais tempo pra namorar também, porque ninguém pode ficar correndo, tendo pressa”.
Lula dividiu o palanque com a candidata ao senado Marília Campos e outras aliadas, além da primeira-dama Janja, a quem não poupou elogios. O político atribuiu a ela sua energia para concorrer à presidência mais uma vez e afirmou que, “enquanto tiver uma causa”, sempre estará com “30 anos de idade”. Ele também homenageou a própria mãe, Dona Lindu, a quem se referiu como “heroína”.
Também estavam presentes no evento outras candidatas ao senado como Manuela d’Ávila (PSOL-RS) e Soraya Thronicke (PSB-MS), assim como ministras e secretárias do atual governo: Márcia Lopes (Ministério das Mulheres), Miriam Belchior (Casa Civil), e Margareth Menezes (Cultura).







