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Ato contra a Copa termina com vandalismo e 54 presos

Black blocs depredaram agências bancárias e entraram em confronto com a Tropa de Choque na quinta manifestação contra o torneio de futebol

Sob chuva constante, o quinto ato contra a Copa do Mundo reuniu na noite de terça-feira, em São Paulo, cerca de mil pessoas, segundo a Polícia Militar, em um protesto que terminou em confronto entre manifestantes e a Tropa de Choque. Pouco depois das 21h30, um grupo de mascarados começou a depredar as agências bancárias do Itaú e do Bradesco na avenida Francisco Morato. Em seguida, esse grupo tentou quebrar a estação de metrô do Butantã. Segundo a PM, 54 pessoas foram detidas.

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Até as 21 horas, a caminhada que começou às 18 horas no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), com tambores e faixas com crítica à situação da saúde no Brasil, seguia tranquilamente. Diferentemente das últimas manifestações, os PMs não formaram cordões para isolar os manifestantes – eles se dividiram em dois grupos, no começo e no fim da passeata. A mudança na estratégia da polícia fez com que os manifestantes conseguissem circular com mais facilidade, bloqueando a passagem de carros ao longo da manifestação e o acesso a pontos de ônibus. O número de manifestantes calculado pela PM era de mil pessoas – mas a quantidade parecia menor porque muitos seguiram o protesto a certa distância.

O ato já havia chegado ao fim quando o vandalismo começou. No caminho para o metrô, quando a PM não acompanhava mais os manifestantes, alguns black blocs depredaram agências bancárias, um orelhão e uma lixeira na Avenida Vital Brasil. Os policiais perseguiram os baderneiros até a estação Butantã, onde a Tropa de Choque bloqueava a entrada para realizar as detenções. Um ônibus foi usado para transferir os manifestantes presos para o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Segundo o major Genivaldo Antonio, que comandou a operação, entre os detidos havia três menores de idade e uma gestante.

Manifestantes queimam bandeira do Brasil durante concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, para um ato contra a realização da Copa do Mundo no Brasil Manifestantes queimam bandeira do Brasil durante concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, para um ato contra a realização da Copa do Mundo no Brasil

Manifestantes queimam bandeira do Brasil durante concentração no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, para um ato contra a realização da Copa do Mundo no Brasil (/)

(Com Estadão Conteúdo)