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Atletas criam uma comissão de segurança ao ciclista no Rio

Reunião ocorre após quatro casos de atropelamento em pouco mais de um mês

Depois de quatro casos de atropelamento de ciclistas em pouco mais de um mês, associações ligadas ao esporte decidiram se organizar para criar medidas que minimizem os riscos para atletas profissionais e amadores no trânsito. Neste sábado, representantes da classe e do poder público vão se reunir em Copacabana para criar uma comissão de segurança ao ciclista no Rio.

É a segunda iniciativa do tipo nesta semana. Na última quarta-feira, o prefeito Eduardo Paes se encontrou com integrantes das federações de ciclismo e triatlo para estudar maneiras de facilitar o treinamento desses atletas pelas ruas da cidade. A partir de junho, esses profissionais poderão circular por faixas exclusivas nas orlas do Leblon, de Ipanema, e também, no Aterro do Flamengo.

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O último atropelamento divulgado aconteceu na manhã desta sexta-feira, na praia do Flamengo. Diego dos Santos, de 26 anos, pedalava próximo à Rua Barão do Flamengo, sentido Botafogo, quando foi atingido por um veículo que não teve as características informadas. Levemente ferido, de acordo com os bombeiros, Santos foi encaminhado ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro.

No Feriado do Dia do Trabalho, quarta passada, o triatleta amador, Alberto da Silveira Júnior, de 40 anos, foi atingido por um automóvel próximo à Praça da Bandeira, na Zona Norte, quando se deslocava para Copacabana. O motorista não socorreu a vítima, que foi ajudada por ocupantes de carros que passaram logo depois do acidente. Silveira passa bem.

Mortes – Os outros dois casos foram bem mais graves, e terminaram com a morte dos ciclistas. O dentista Pedro Nikolay, de 31 anos, foi atropelado por um ônibus na terça-feira, em Ipanema, Zona Sul. A vítima, que era triatleta, andava de bicicleta com outros 20 ciclistas na esquina da Avenida Vieira Souto com a Rua Henrique Dumont, quando foi atingido por um ônibus da linha 433 (Vila Isabel-Leblon), da Viação Vila Isabel.

O motorista não prestou socorro. Ao se apresentar à delegacia, mais tarde, alegou não ter se dado conta de que havia atingido alguém. Ele foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção). Nikolay chegou a ser levado por bombeiros ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, mas não resistiu. Ele teve fraturas múltiplas e o pulmão foi perfurado.

No dia 1º de abril, a diretora de televisão Gisela Matta, de 36 anos, também morreu no hospital após ser atropelada por um ônibus. Ela passeava de bicicleta quando foi atingida por um coletivo da Transportes Futuro na esquina das avenidas General San Martin e Bartolomeu Mitre, no Leblon, Zona Sul.

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