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Atirador sofreu bullying antes de ataque, diz pai de aluno ferido

De acordo com ele, o autor dos disparos era chamado de ‘fedorento’ e havia ganhado dos colegas um desodorante momentos antes de pegar a arma e atacar

O suspeito de ter atirado contra colegas no Colégio Goyases, uma escola particular de Goiânia, era considerado tímido e reservado, permanecia quase sempre afastado dos colegas, sendo que parte destes faziam bullying com ele por conta de um suposto mau cheiro.

O relato é de Thiago Barbosa, pai de Hyago Marques Barbosa, de 13 anos, um dos feridos pelos disparos que teriam vindo de um estudante de 14 anos, que contou a VEJA ter ouvido de colegas do filho que o atirador passou por uma situação de tensão no ambiente escolar.

Momentos antes do episódio, alunos entregaram jocosamente ao atirador um desodorante, como forma de ironizá-lo por conta do apelido de “fedorento” que haviam atribuído a ele. “Meu filho me conta tudo, ele já tinha me dito que tinha esse menino na sala, que era mais reservado, ficava na dele”, contou.

O tiroteio deixou dois mortos, João Vitor Gomes e João Pedro Calendo, com idades entre 10 e 12 anos. Outros quatro estudantes ficaram feridos – além de Hyago, Lara Fleury Borges, de 14 anos, Marcela Rocha Macedo, de 13 anos, e Isadora de Morais Santos, de 14 anos. O ataque teria ocorrido por volta das 11h40, cerca de vinte minutos antes do fim das aulas, quando o autor dos disparos teria saído e voltado à classe.

Thiago Barbosa conta que estava chegando para buscar o filho quando o caso ocorreu e a professora acionou o resgate. Ele conta ter levado Hyago e uma das colegas para o hospital no próprio carro. “Graças a Deus, meu filho conseguiu descer sozinho do carro e está consciente. As meninas estão em estado mais complicado”, afirmou.

O filho de Thiago está com uma bala alojada nas costas, mas tem quadro estável. Por volta das 16 horas desta sexta-feira, Hyago estava passando por uma radiografia para localizar o projétil e avaliar os próximos passos.

O autor dos disparos teria trazido a arma de casa. Ele é filho de um major da Polícia Militar, que é casado com uma policial. Ainda não é possível confirmar se a mulher do pai também é mãe do garoto, que está na Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), acompanhado do responsável.

A instituição oferece educação infantil e ensino fundamental e atende estudantes até o 9º ano. A faixa etária, portanto, é de 6 a 15 anos.

Comentários

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  1. Regina Britto

    O legado da pátria educadora de Dilma e Lula formaram alunos que só têm direitos e nenhum dever, professores só doutrinando o comunismo em sala de aula, pregando a impunidade, onde alunos batem em professores. Por isso vou votar em Bolsonaro 2018.

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  2. Hermes Sobreira

    Vou votar em Bolsonaro pra botar ordem nesta bagunça.Como diz Ciro Gomes pra arruma este país precisa de muita testosterona.Bolsonaro em 2018

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  3. Paulo Roberto de Carvalho

    Ele é criança estava apenas brincando. Esse menino é o exemplo q o estatuto da criança e do adolescente está criando para o futuro do
    Pais. Filhos não respeitam
    mais os pais e não podem reprimi-los. Podem bater em professores e não pode ser expulsos. E ainda processa o professor se tomar alguma atitude.

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  4. O Brasil precisa de ordem. A família precisa de proteção. A sociedade precisa de Deus.

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