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Atirador fere três pessoas na Liberdade

Vítimas foram socorridas pela Polícia Militar e não correm risco de morrer. Casa está cercada por policiais, que negociam rendição

Por Letícia Cislinschi e Kamila Hage 18 out 2012, 10h26

Um homem de cerca de 30 anos e que sofre de esquizofrenia baleou três pessoas na manhã desta quinta-feira na residência onde mora, na Rua Castro Alves, no bairro Liberdade, região central de São Paulo. As vítimas são um enfermeiro, de 37 anos, um oficial de justiça, de 49, e uma psicóloga, de 45, que é a dona da casa e seria mulher do atirador, segundo a polícia.

As vítimas foram encaminhadas para o Pronto-Socorro de Vergueiro e, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, não correm risco de morrer. A psicóloga foi atingida de raspão no pescoço, o oficial de justiça, no tórax, e o enfermeiro, no rosto. Inicialmente houve a informação de que o homem seria ex-militar das Forças Armadas, o que não se confirmou. Ele estaria ferido dentro da casa.

Identificado como Fernando Gouveia, o homem atirou contra as vítimas após ter recebido uma ordem judicial de interdição – medida que transmite a responsabilidade por determinada pessoa para os familiares. Segundo o tenente-coronel da PM Marcelo Pignatari, que participa do cerco, Fernando atirou a esmo com uma pistola 9mm, de uso exclusivo das Forças Armadas. A mãe de Fernando disse que o filho possui várias armas em casa, o que leva a PM a isolar a rua e evitar invadir a residência. Os policiais disseram que o homem está com, pelo menos, duas armas.

A polícia foi acionada por volta das 8h30 e, no momento, cerca de 30 policiais cercam o local, que está isolado até 200 metros ao redor da casa. O Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) começou as negociações por celular, mas agora fala diretamente com o atirador, que está no topo da casa, entre o teto e o telhado. “Ele ainda não fez nenhuma exigência. Apenas diz que não vai se entregar porque o estão perseguindo”, afirmou o tenente-coronel Pignatari.

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Assim que chegou ao local, a polícia retirou uma câmera de vigilância da casa, pela qual o homem monitorava os movimentos da PM do lado de fora da residência. Fernando chegou a dar um tiro para fora da casa, quebrando a porta de vidro da residência e atingindo o escudo que protegia os policiais. O comandante disse que a situação está sob controle e não há riscos para os vizinhos.

Também há viaturas da PM, do Samu, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Civil no local. Em breve, a energia do quarteirão será cortada. Atiradores poderão ser posicionados em telhados ao redor da residência. A polícia confirmou a informação da mãe do atirador de que ele estaria sozinho dentro da casa, que tem manchas de sangue das vítimas na porta.

Após mais de três horas de cerco, a polícia conseguiu manter contanto visual com Fernando e, por enquanto, não pretende invadir a casa – o que só será feito após esgotadas todas as possibilidades de negociação. “Não temos pressa em negociar. Não descartamos a opção de invadir, mas isso é algo que só será feito posteriormente”, afirmou o tenente-coronel Pignatari.

Vizinho – De acordo com Damian Escobar, de 32 anos, vizinho de Fernando, o homem sempre aparentou ser uma pessoa sossegada. Escobar contou que Fernando morava na casa há dois anos e que eles sempre se cumprimentavam quando se encontravam na rua.

Atualizada às 14h39

(Com Agência Estado)

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