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Atirador de Goiânia terá avaliações psicológicas semestrais

O adolescente, responsável pela morte de dois colegas e o ferimento de outros quatro, foi sentenciado a três anos de internação

Por Da Redação 29 nov 2017, 11h41

O adolescente de 14 anos que atirou contra colegas de sala no colégio de Goyazes, em Goiânia, no mês passado, foi condenado a se submeter, perante a Justiça, a uma reavaliação psicológica periódica enquanto ficar recluso em um centro de internação localizado no interior de Goiás. No crime, o garoto utilizou a arma de sua mãe, que – assim como o pai do menino – é uma policial militar, e deixou dois alunos de 13 anos mortos e outros quatro feridos, entre os quais uma menina de 14 anos, que ficou paraplégica.

Em audiência na capital goiana, o Juizado da Infância e Juventude do Estado de Goiás sentenciou o jovem a uma pena de três anos de internação, tempo máximo permitido por lei como medida socioeducativa imposta a adolescentes infratores. Além disso, o garoto será submetido, a cada seis meses, a uma avaliação da Justiça em relação ao seu comportamento e condições gerais do momento. As reavaliações, se positivas, podem abrir a possibilidade de uma eventual diminuição do tempo de reclusão do adolescente.

  • No último dia 9, a última vítima do ataque do jovem, Isadora Morais, de 14 anos, recebeu alta da equipe médica do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo). Mês passado, o hospital havia confirmado de que ela tinha ficado paraplégica devido os ferimentos do ocorrido. Um dos três tiros que a jovem recebeu atingiu sua coluna.

    Na amanhã do dia 20 de outubro, o ataque promovido pelo garoto que havia levado uma arma escondida na mochila resultou na morte de João Pedro Calembo e João Vitor Gomes, ambos de 13 anos. A arma utilizada pelo atirador pertencia a sua mãe, que agora responde um inquérito militar por causa do ocorrido.

    O jovem, que dizia sofrer bullying pelos colega, admitiu ter cometido o crime e disse à polícia que se inspirou nos crimes de Columbine, nos Estados Unidos, e no de Realengo, no Rio de Janeiro para atacar o colégio.

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