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Assista aos vídeos da delação da JBS

Depoimentos de sete executivos da empresa causaram hecatombe política em Brasília ao citarem presidente, ex-presidentes, ministros e parlamentares

Por Da redação - Atualizado em 22 Maio 2017, 13h46 - Publicado em 19 Maio 2017, 14h04

O Supremo Tribunal Federal (STF) divulgou nesta sexta-feira os vídeos da delação premiada de sete executivos da JBS, maior produtora de proteína animal do mundo, incluindo os donos da empresa, Joesley e Wesley Batista.

Assista abaixo aos depoimentos dos empresários, que causaram uma hecatombe política em Brasília ao citar o presidente Michel Temer, os ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ministros Gilberto Kassab (PSD) e Marcos Pereira (PRB), o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP) e Marta Suplicy (PMDB-SP), entre outros.

 

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Joesley Batista (dono da JBS)

Joesley Batista afirma que a JBS pagou 500 milhões de reais em propina a políticos, entre doações oficiais de campanha e caixa dois. Desse valor, 400 milhões de reais diziam respeito a contrapartidas por benefícios às empresas.

 

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Joesley Batista relata encontro em que gravou o presidente Michel Temer, que consentiu com pagamentos ao ex-deputado Eduardo Cunha e o operador financeiro Lúcio Funaro, ambos presos, para mantê-los “calmos”. Ele também narra encontros gravados com o deputado federal afastado Rodrigo Rocha Loures, indicado por Temer para atender interesses da JBS no governo, e com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que teria pedido 2 milhões de reais para pagar um advogado.

 

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Joesley Batista fala sobre a influência do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega no BNDES em favor da JBS. Foi por ordem de Mantega que Joesley abriu no exterior duas contas para depositar a propina que, diz ele, era destinada aos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. No total, o valor depositado nas duas contas chegou a 150 milhões de dólares.

 

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Joesley Batista detalha o pagamento de propinas ao PT referentes a aportes do BNDES e de fundos de pensão em empresas do grupo J&F.

 

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Joesley Batista trata de aportes do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS) em empresas do grupo J&F. Ele fala do papel do operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro nestas negociações, que renderam 170 milhões de reais em propina entre 2011 e 2016 ao grupo de Eduardo Cunha. Segundo o delator, Funaro falava em nome de Cunha e Cunha falava em nome do então vice-presidente Michel Temer.

 

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Joesley Batista relata a influência de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro em setores do Ministério da Agricultura, que rendeu propina a ambos.

 

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Joesley Batista fala das negociações com Eduardo Cunha na tramitação da desoneração tributária do setor de frango, que rendeu 20 milhões de reais ao peemedebista.

 

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Joesley Batista fala sobre o pagamento de 30 milhões de reais a Eduardo Cunha, que serviram à “compra” de deputados em sua eleição à presidência da Câmara.

 

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Joesley Batista afirma que o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Pereira (PRB), recebeu repasses de 6 milhões de reais em troca da aprovação de um empréstimo de 2,7 bilhões de reais junto à Caixa, onde ele apadrinhava um diretor.

 

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Joesley Batista relata que o deputado federal João Carlos Bacelar (PR-BA) pediu 150 milhões de reais para comprar 30 votos contra o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O empresário autorizou o pagamento de cinco votos por 3 milhões de reais cada.

 

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Joesley Batista diz que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto pediu a ele que recebesse dinheiro em uma conta em Nova York em nome do petista.

 

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Joesley Batista narra que a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP) recebeu 1 milhão de reais da JBS a pretexto de auxílio à campanha eleitoral de 2010. Outros 3 milhões, segundo Joesley, foram repassados em troca de “possíveis negócios caso Marta Suplicy vencesse a eleição para a Prefeitura de São Paulo”.

 

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Joesley Batista diz que o senador José Serra (PSDB-SP) foi destinatário de 20 milhões de reais. O dinheiro foi repassado, diz ele, a pretexto de auxiliá-lo em campanha eleitoral.

 

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Joesley Batista conta ter repassado 30 milhões de reais ao ex-ministro Antonio Palocci como colaboração à campanha de Dilma Rousseff em 2010.

 

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Joesley Batista trata das operações irregulares de emissão de créditos entre os bancos Original, do grupo J&F, Rural e BMG, que ficaram conhecidas como “troca de chumbo”.

 

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Joesley Batista esclarece à Procuradoria-Geral da República que são “bravatas” os trechos da gravação do presidente Michel Temer nos quais o empresário aparece dizendo que comprou por 50.000 reais mensais um procurador da Operação Greenfield, que investiga a holding J&F, e estaria “segurando” dois juízes responsáveis pelo caso.

 

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Juiz instrutor do STF cita termos da delação premiada de Joesley e o empresário explica por que procurou o Ministério Público Federal.

 

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Wesley Batista (dono da JBS)

Wesley Batista cita negociações de propina com o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB-MT) por compensações tributárias. Vantagens indevidas a Barbosa foram de 10 milhões de reais anuais entre 2011 e 2013.

 

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Wesley Batista relata pagamentos de 24,5 milhões de reais em propina ao ex-governador do Ceará Cid Gomes em troca da liberação do pagamento de créditos de exportações pelo governo cearense a uma empresa do grupo J&F. Do dinheiro, 4,5 milhões de reais foram pagos à campanha de Gomes em 2010, e os 20 milhões de reais restantes à campanha do atual governador, Camilo Santana (PT), em 2014, a pedido do ex-governador.

 

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Wesley Batista fala de pagamento de propinas aos ex-governadores do Mato Grosso do Sul Zeca do PT e André Puccinelli (PMDB) e ao atual governador, Reinaldo Azambuja (PSDB), referentes a reduções de ICMS.

 

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Wesley Batista cita pagamento de 11 milhões de reais ao operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro, referente à compra de um frigorífico.

 

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Wesley Batista relata pagamentos de propina de 350.000 reais ao ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

https://youtu.be/km45qsg-ByU

 

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Os procuradores questionam Wesley sobre as revelações da delação de seu irmão, Joesley, sobre políticos.

https://youtu.be/YB92Uyf1AaM

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Juiz instrutor do STF cita termos da delação premiada de Wesley e o empresário explica por que procurou o Ministério Público Federal.

https://youtu.be/GsKAeoaYzks

 

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Ricardo Saud (diretor de relações institucionais da JBS)

Ricardo Saud fala a respeito de quatro parcelas de 500.000 reais que entregou a Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e dos pagamentos feitos pela JBS a emissários do ex-deputado Eduardo Cunha e do operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro.

 

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Ricardo Saud cita que o PT ordenou que fossem repassados 35 milhões de reais de sua conta-corrente da propina com a JBS aos senadores do PMDB Renan Calheiros, Vital do Rêgo, Valdir Raupp, Eduardo Braga, Jader Barbalho e Eunício Oliveira, que ameaçavam não apoiar Dilma Rousseff em 2014. Ele também fala em propina a candidatos petistas indicados por Edinho Silva naquele ano e na compra de partidos políticos à campanha presidencial de Dilma Rousseff.

 

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Ricardo Saud relata pagamentos de propina à campanha de Dilma Rousseff em 2014, referentes a aportes do BNDES e de fundos de pensão em empresas do grupo J&F. Candidatos a governador pelo PT como Alexandre Padilha, Fernando Pimentel e Gleisi Hoffmann também receberam propina disfarçada de doações eleitorais.

 

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Ricardo Saud detalha como se deram os pagamentos de propina ordenados pelo PT a senadores do PMDB e a partidos que compuseram a chapa encabeçada por Dilma Rousseff em 2014.

 

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Ricardo Saud trata de propinas pagas ao ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.

 

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Ricardo Saud cita um “mensalinho” ao governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), entre 2013 e 2014.

 

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Ricardo Saud relata 10 milhões de reais em propina ao governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), dos quais 8 milhões disfarçados de doação eleitoral  e 2 milhões em dinheiro vivo.

 

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Ricardo Saud diz que o ex-senador Delcídio do Amaral recebeu um “mensalinho” de 500.000 reais mensais durante dez meses enquanto era candidato ao governo do Mato Grosso do Sul, em 2014.

 

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Ricardo Saud descreve como se deu a divisão de 15 milhões de reais repassados a Michel Temer da conta-corrente da propina do PT. Segundo Saud, 1 milhão teve o próprio Temer como beneficiário.

 

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Ricardo Saud relata pagamentos de propina de 80 milhões de reais ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), divididos entre emissão de notas frias e compra de partidos que compuseram sua coligação na eleição presidencial de 2014. Também houve quatro entregas de 500.000 reais em dinheiro vivo.

 

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Segundo Ricardo Saud o senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado, recebeu 5 milhões de reais para ajudar na aprovação de uma medida provisória que tratava da cobrança de PIS e Cofins, um tema de grande interesse da companhia.

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Ricardo Saud cita pagamentos de propina de 27 milhões de reais à campanha do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), dos quais 20 milhões disfarçados de doações eleitorais oficiais e 7 milhões de reais em dinheiro vivo, a pedido do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

 

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Ricardo Saud fala em propina ao governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), e ao seu filho, o deputado federal Fábio Faria (PSD), por meio de doações oficiais disfarçadas, dinheiro vivo e notas frias de escritórios de advocacia.

 

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Ricardo Saud diz que a JBS fez pagamentos a políticos para que eles não atuassem contra os interesses da empresa ou pudessem ajudá-la quando eleitos. São os casos dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), do Paraná, Beto Richa (PSDB), de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), além do ex-governador pernambucano Eduardo Campos (PSB) e do ministro das Cidades, Bruno Aráujo (PSDB), entre outros.

 

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Ricardo Saud cita pagamentos de 2,5 milhões de reais em propina a Luiz Fernando Emediato, então assessor especial do Ministério do Trabalho, para que ele aumentasse a fiscalização às condições de trabalho em frigoríficos de pequeno porte.

 

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Ricardo Saud descreve os quatro pagamentos em parcelas de 500.000 reais em dinheiro vivo a Frederico Pacheco de Medeiros, primo e emissário do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Três entregas foram filmadas pela Polícia Federal.

 

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Ricardo Saud relata pagamento de propina a Roberta Funaro, irmã do operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro.

 

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Ricardo Saud relata pagamento de 500.000 reais em dinheiro vivo ao deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), emissário indicado pelo presidente Michel Temer coletar dinheiro sujo e para atender demandas da JBS no governo.

 

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Juiz instrutor do STF cita termos da delação premiada de Saud e o executivo explica por que procurou o Ministério Público Federal.

 

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Valdir Aparecido (diretor de tributos da JBS)

https://youtu.be/lsD9YpunVhg

 

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Demilton Antonio de Castro

 

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Florisvaldo Caetano de Oliveira

 

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Francisco de Assis e Silva (advogado)

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