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Assassino de Marielle teria deixado fragmento de digital

Marca pode ser confrontada com as de eventuais suspeitos

Por Estadão Conteúdo - 11 Apr 2018, 10h13

Especialistas envolvidos na investigação do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, teriam identificado fragmentos de digitais nas cápsulas de pistola 9 milímetros usadas no crime.

A princípio, os fragmentos não seriam suficientes para uma comparação com impressões digitais armazenadas em bancos de dados da polícia. A marca poderia, no entanto, ser confrontada com as de eventuais suspeitos, segundo o jornal O Globo.

Marielle e Anderson foram executados no dia 14 de março na região central do Rio. Até agora, ninguém foi preso e poucas informações foram divulgadas. De acordo com as polícias Civil e Federal, o sigilo serve para não atrapalhar as investigações.

No domingo, Carlos Alexandre Pereira Maria, colaborador do vereador Marcello Siciliano (PHS) foi morto a tiros na Zona Oeste do Rio. O crime ocorreu dois dias após o parlamentar depor na Delegacia de Homicídios da capital sobre o caso da morte da vereadora e de seu motorista. Não há ainda informações sobre o motivo do crime. Segundo a Polícia Militar, o 18º Batalhão da PM (Jacarepaguá) chegou a ser acionado, mas encontrou a vítima morta. Agentes da Delegacia de Homicídio da capital fizeram uma perícia no local do crime, na Estrada Curumau, na Taquara.

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Policiais foram ao gabinete de Marcello Siciliano na Câmara dos Vereadores na quinta-feira, mas ele não estava no local. Na manhã de sexta-feira, o parlamentar foi notificado para prestar depoimento, que ocorreu um dia após o vereador Zico Bacana (PHS) ir à Delegacia de Homicídios. Siciliano ficou três horas na delegacia. Na ocasião, declarou que foi convocado “para prestar esclarecimentos para poder ajudar na linha de investigação que estão utilizando”.

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