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Arruda também loteava cargos de confiança

Por Da Redação - 19 Feb 2010, 07h12

As investigações da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal revelam que o governador licenciado do Distrito Federal José Roberto Arruda loteava cargos de confiança no governo. Documentos encontrados na casa do ex-chefe de gabinete de Arruda, Domingos Lamoglia, mostram um esquema de entrega de 4.500 cargos com salários que variam entre 600 reais e 15.000 reais mensais.

A equipe responsável pelo fisiologismo era comandada pelo ex-chefe da Casa Civil Jose Geraldo Maciel, que mantinha atualizada a contabilidade do esquema. Os documentos revelam a relação nominal dos apadrinhados, a maioria cabos eleitorais, tabelas de distribuição de cargos por parlamentar e ate um gráfico para classificar a posição de cada quinhão no governo do Distrito Federal.

Segundo a assessoria do governo do DF informou que a distribuição de cargos de confiança entre aliados é uma pratica legitima, comum a qualquer governo. Ainda assim, os documentos, obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, mostram que há apadrinhados de partidos como PDT, PPS e PSB, além dos que já possuem histórico fisiológico, como PMDB, PP, PTB e DEM.

De acordo com a publicação, integram a lista ex-secretário de Saúde Augusto Carvalho (PPS), que construiu sua carreira na esquerda. Ele indicou 65 pessoas a cargos de confiança. Há o nome do ex-governador Joaquim Roriz, com 11 indicações. Dois integrantes de partido de oposição também estão na relação: os petistas Sigmaringa Seixas, ex-deputado (dois cargos), e Chico Leite, deputado distrital, com

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um emprego de 882,17 reais.

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