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Aposentada é furtada durante voo na classe executiva para Nova York

Avianca afirma que está em contato com a passageira para prestar o atendimento necessário e continua à disposição das autoridades para esclarecer o ocorrido

Por Estadão Conteúdo - Atualizado em 17 nov 2018, 11h28 - Publicado em 17 nov 2018, 09h45

No último dia 2 de novembro, a aposentada Maria Alice Arantes, de 88 anos, embarcou com duas filhas na classe executiva, em São Paulo, com destino a Nova York. Boa parte do voo transcorreu na madrugada, por isso ela e a maioria dos outros passageiros passaram dormindo. Pouco antes de pousar, quando foi conferir a bolsa, a senhora se deu conta que algo estava errado: sua carteira, com dinheiro e documentos, havia sido furtada dentro do avião

“Foi um susto horrível”, descreve a administradora de empresas Maria Carolina Arantes Cecchi, de 57 anos, que estava acompanhando a mãe no passeio aos Estados Unidos. Segundo conta, foram levados cerca de U$ 300 e R$ 200, em dinheiro, além de cartões de crédito. O afanador não havia poupado nem o RG ou o passaporte que estava com o visto americano da vítima.

Imediatamente, comissários da Avianca, companhia aérea responsável pelo voo, foram chamados e inspecionaram algumas poltronas, mas não acharam nada. Segundo conta a filha, Maria Alice ficou nervosa e começou a chorar com medo de ser barrada no país. “Nós sabemos que as leis americanas são superrígidas, idosos não são tratados com preferência e a polícia não é brincadeira”, disse. 

Ao aterrissar, o comandante informou que, segundo as leis americanas, não poderia reter ninguém no avião para ser revistado. Ficaram só as três e a tripulação. “Alguns minutos depois, a polícia americana chegou e disse que os passageiros não poderiam ter sido liberados”, relatou Maria Carolina. 

Mas por precaução, a idosa havia levado um passaporte português, que sobreviveu ao furto e serviu como documento para entrar nos Estados Unidos. “Se não tivesse levado, o que teria acontecido? A gente teria de comprar bilhetes de volta?”, indaga Maria Carolina. “Só de imaginar ficar na salinha da polícia americana foi um horror.”

Voo

A viagem em família fora planejada com cuidado e antecedência, em especial porque a idosa, com problemas de mobilidade, inspira cuidados. Para andar, Maria Alice usa bengala na maioria das vezes. Em outras, vai de cadeira de rodas – um equipamento foi alugado pela família, por exemplo, para facilitar o deslocamento dela por Nova York. “Esta é a última viagem da minha vida, não sei se vou ter saúde para outra”, disse às filhas ainda antes de saber que passaria pelo transtorno. 

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Logo no início do voo, o jantar foi servido. Passava das 23 horas e Maria Alice havia tomado remédio para dormir, mas a luz da TV do passageiro sentado na sua frente estava incomodando. Comunicou o contratempo a uma aeromoça e recebeu autorização para trocar de cadeira. Ao se mudar, decidiu não tirar a bolsa do lugar: estava guardada sob a poltrona.

Maria Alice ainda acordou para ir ao banheiro e viu que uma aeromoça estava dormindo na sua poltrona antiga. Ao acordar mais um vez, percebeu que, desta vez, havia outro comissário cochilando no lugar. 

Investigação

furto foi registrado na Polícia Civil de São Paulo, por meio eletrônico, e informado à Polícia Federal. Segundo Maria Carolina, também foi feita reclamação na Avianca, mas a empresa não teria prestado assistência. “Objetos pessoais não são de nossa responsabilidade”, foi a resposta que diz ter recebido. 

Em nota, a Avianca afirma que está em contato com a passageira para “prestar o atendimento necessário e continua à disposição das autoridades para esclarecer o ocorrido o mais rápido possível”. Segundo o comunicado, “todos os procedimentos de segurança foram seguidos durante todo o voo”.

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